domingo, 18 de setembro de 2011

MEUS AMIGOS ANIMAIS (4) DESTA VEZ, OS DE LONGE..

Canguru australiano-Zoo de Seattle. WA
 O Zoológico de Seattle abriga espécies de todas as partes do mundo, em suas cinco seções, cada uma correspondendo a um continente.
 Assim, conhecemos alí um pouco da fauna de cada região do Globo..


 Ao lado vemos um dos vários exemplares de cangurus australianos lá existentes, com cores, tamanhos e pelagens bem diferenciadas.






Siamês desconfiado-Museu Hemingway-Key West-FL
Este aí, com seus olhos azuis e atentos, é um das dezenas de gatos polidáctilos (com seis ou sete dedos) descendentes dos gatos que pertenceram ao escritor Ernest Hemingway, e que até hoje vivem e se reproduzem em sua casa-museu, em Key West, Flórida, uma ilha quase  tropical, entre o Caribe e o Atlântico.  Os gatos são uma das atrações do Museu e chamam a atenção pela tranquilidade com que desfilam pela casa às dezenas.  Foi difícil clicar essa pose do felino ao lado.. Tímido, ele desviava sempre o olhar da câmera e eu tive que gastar uns bons 5 minutos para conseguir esta única foto em mais de uma dezena de tentativas frustradas.

Gnu tímido- Zoo de Seattle, WA
Outro bicho grande mas tímido era esse gnu, também habitante do Woodland Zoo, de Seattle, legítimo representante do continente africano e que mora em sua particular savana recriada junto a leões, zebras, girafas e hipopótamos.
Hipos - Zoo de Seattle, WA 

Leões tranquilos - Zoo de Seattle, WA

















Dragão de Komodo, Zoo de Seattle, WA


Do continente asiático, fotografamos um representante da Ilha de Komodo, Indonésia.  Uma lagarto prehistórico, que vive naquela ilha, cuja datação geológica remonta a 50 milhões de anos: o terrível e venenoso Dragão de Komodo, que chega a medir 3 metros. 








Pombo metido a águia - Key West, FL



Finalmente, ao lado, vemos um pacato habitante de Key West, morador da Mallory Square, fazendo pose de águia americana.  Como em todos os lugares do mundo, eles continuam a ciscar pelas ruas e praças, à cata de tudo quanto os turistas lhes atiram, transmitindo doenças, mas sempre agradando aos fotógrafos, com poses interessantes como a desse pombo comum.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

OS NAZARENOS E UMA QUEDA


Da esquerda para a direita: Jaime, eu, Zélia e Maria-Foto de Alexander Berzin
1947 - Foto AB - A única foto que ficou da minha infância.. As enchentes do
Recife, entre os anos de 1965 e 1975 carregaram todas as outras
A nossa casa no bairro do Hipódromo tinha uma varandinha simpática arrematada por uma mureta e uma arcada, que estavam muito em voga nas construções da época.
Eu gostava de ficar em pé nesse murinho, que devia ter uns 50 ou 60 cm de altura e dali observar o movimento da rua, pois o muro do jardim era baixo e permitia uma visão total da mesma.

Adorava ouvir os mascates, vendedores de frutas e verduras, balaieiros que vinham da feira da Encruzilhada, vendedores de "doce japonês", sorveteiros, o homem com um cilindro de lata às costas vendendo "cavaco chinês" e tocando triângulo, enfim, todos aqueles tipos populares que faziam os sons de um Recife "já tão distante do que havia sido o da sua infância", como diria o saudoso Mestre Mário Sette.

E nesse observar gostoso, passava o tempo, me encantava e aprendia a amar o meu lugar.

Mas não somente esses tipos cruzavam minha rua.. Havia, naqueles idos de 1949, uma espécie de seita cujos adeptos se intitulavam "nazarenos", que jamais cortavam a barba e os cabelos e andavam com camisolões à guisa de hábito religioso, talvez inspirados nas imagens de Jesus.

Eu tinha um certo temor desses nazarenos que, esporadicamente, passavam pela minha particular "Ponte da Aliança"...

Mas, talvez para superar esse medo, achei por bem desafiar um deles que certo dia cruzou a rua em direção à Estrada de Belém.

Tão logo o beato passou em frente ao nosso muro, entoei meu grito de guerra aos nazarenos e na minha voz de criança repetia: -Cabelo de mulher, cabelo de mulher, cabelo de mulher....

O beato, certamente só pra me assustar, parou e fez menção de entrar pelo portão do jardim... foi a conta para que eu emudecesse e cuidasse de pular da mureta pra desabalar na carreira, atrás do socorro materno.

Mas, qual... na ânsia de fugir, embaracei-me nos meus próprios pés e caí feito uma jaca madura no piso de ladrilhos vermelhos e brancos do terraço.. logo, os brancos do ladrilho também ficaram vermelhos com o sangue que saiu do profundo corte na nuca, em decorrência da queda.

Soube depois, pois perdi os sentidos na hora do acidente, que causei um tremendo susto e muita confusão para me prestar socorro e costurar no Hospital próximo aquele ferimento de uma batalha inglória contra as madeixas de um "nazareno"...

Do livro de crônicas "Caçador de Lagartixas"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A PERUCA

Os Tártaros, em 1968, num trabalho artístico muito bacana, da Rayama., uma fã da nova geração !
O Gordo Walter é mesmo uma figura.. Certa vez, num show de que participamos, na antiga FECIN, Cidade Universitária, o Walter escondeu a peruca de um travesti/cantor chamado Mendez, que fazia um sucesso danado imitando Ângela Maria e seu sucesso "Babalú"..
Artístico, mas hilário.  Pois bem: faltava coisa de cinco minutos para o Mendez entrar em cena, quando deu por falta do seu instrumento de metamorfose: uma longa e cacheada peruca castanha..
A gente embolava de rir vendo o Mendez que era baixinho e gordote, careca bola-de-bilhar, andando pra á e pra cá, de vestido prateado e sapatos de salto alto por dentro dos bastidores a urrar, possesso, com uma fala grossa de meter medo:  - Roubaram a minha peruca !  Eu mato !! Eu quero saber quem foi o filho da puta que roubou a minha peruca !!
E o Gordo, sério feito um sacristão, de braços pra trás, passeando lentamente, como quem não tinha nada a ver com o caso:  - Isso é um absurdo !  Coisa mais feia, tirar a peruca do cara.. essa turma.. sei não, viu ?
Ah, cara de pau !!
No sentido dos ponteiros do relógio, o
Gordo é o 4° Tártaro.. O primeiro é
Didi, irmão dele, que estava "na berlinda", coitado..
Até hoje, quando lembro essa história, ele nega dá um sorriso meio monalisa, escorrega uma desculpa de amarelo e disfarça:  - Nada, Magro, juro que não fui eu, juro...
No entanto, continua, safadão como sempre, a "botar rabo" (isto é, pendurar um rabo de pelo de coelho no cós das calças de qualquer cristão que ouse comparecer a um ensaio da sua banda de rock "Expresso 60", uma legítima sucessora dos Tártaros.)  O "inocente" fica desfilando pela sala com o rabo de coelho pendurado e o resto da turma só curtindo..  
Por Deus do Céu, Gordo, um dia desses você confessa !.. Tem medo não, cara.. O pobre do Mendez, aliás, já passou pro andar de cima e, gente fina que era, já deve ter lhe perdoado.. Coitado.. Em vida, nunca chegou a descobrir que foi o "ladrão" da sua peruca ...


(do livro de crônicas "Tártaros, os Seis do Recife")

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

008 - UM DETETIVE BEM NORDESTINO !

O detetive 008 em seu escritório, detetivando..
Hugo Martins é um cara de sete instrumentos.. ou setenta, sei lá !  Grande figura humana, paraibano de Rio Tinto, pernambucano de coração e atuação..Já foi até jogador do Íbis, seu time de futebol (?) até hoje..Conheço Hugo há quase 20 anos e nunca o vejo triste ou cansado.  É uma atividade constante.  A seu pedido, dirigi por 5 anos o Museu do Frevo Levino Ferreira, braço do CEMCAPE, Centro da Música Carnavalesca de Pernambuco, por ele fundado, e que tem sede na Casa da Cultura, 3° andar, Raio Oeste.
Desde então, temos trabalhado em conjunto e quase todo dia ele bate ponto no meu estúdio de gravação, sempre com mil idéias novas para desenvolver.

Um puxavante de orelhas na Secretária,
Otávia Xoxogina (Edy Anselmo)
Temos produzido ultimamente, dois discos, ou no mínimo um, por ano, para o CEMCAPE.  Quando os discos ficam prontos, lá vai Hugo em busca de verba para os do ano seguinte.  E nesses discos, o que se ouve?  Frevo, muito frevo, mesmo.. De bloco, de rua, canção.. Que ele divulga nos seus programas de frevo, pela Rádio Universitária (AM e FM) todos os fins de semana, há décadas, nos programas "O Tema é Frevo", do sábado e do domingo.  Mas Hugo tem muitas outras coisas pra lhe ocupar um dia de 36 ou 48 horas.  Música erudita, Música de cinema, Música tradicional brasileira e internacional (Programa Evocação) e mais outro gênero musical quase esquecido: a música das Bandas de Música.. 

Mané do Abano (Hamilton Florentino)
espantado com tanta detetivação

Hugo é há mais de quarenta anos, o responsável pela Sonoplastia do maior espetáculo teatral do Brasil, o Drama da Paixão, da Semana Santa, em Nova Jerusalém, realização do saudoso Plínio Pacheco. Não é só um sonoplasta.  Hugo é um compositor (e dos bons) da trilha sonora do espetáculo, que é inspirada na trilha do filme " O Rei dos Reis", composta por Miklós Rózsa, de quem é fã incondicional.

Como compositor, Hugo é autor de dezenas de frevos marchas e dobrados. Tive a oportunidade de gravar alguns deles no meu estúdio.  Uma das suas façanhas musicais é a composição do gênero criado por ele, o "frevo-fantasia", uma espécie de junção de frases da sua autoria com frases de obras clássicas dos mais diversos compositores eruditos ou da música do cinema, com resultados simplesmente fantásticos.

Até na foto ele aparece de costas, de tão secreto que é
Não bastasse tanta atividade diária, Hugo pontifica como autor e ator em perto de uma dezena de filmes hilários, quase todos com um personagem da sua criação chamado 008.  Esse detetive, que nada tem de 007 (aquele cara que já ficou chato de tanto matar gente nas telas e aparece desde os letreiros já de revolver em punho, matando Deus e o mundo);  008 é um detetive mais pacato, completamente maluco, aloprado mesmo.  
Participei da série várias vezes, ora filmando e editando, ora atuando, ora como autor de um dos episódios, o quarto da série.
Aniceto Pinguela, seu Auxiliar e a confusão instalada

Prometo para breve mais alguma coisa com esse paraibano/pernambucano genial.. Tenho gravada um longo depoimento em video digital em que Hugo discorre sobre sua vida artística super produtiva e de grande valor para a história da nossa cultura.

Hugo Martins é, no final de contas, um patrimônio de todos nós.. Para mim, é um orgulho tê-lo entre os meus grandes amigos !

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

FLORES, SORRISOS DE DEUS 5 - FLORES E CORES DO HEMISFÉRIO NORTE

De um jardim em Duvall-WA





Começa a Primavera brasileira e eu gostaria de prestar minha homenagem às flores de outro hemisfério..No Norte, o Verão está acabando, mas restam muitas flores ainda.. Redmond, Duvall, Monroe, Snohomish, Seattle, Bellevue, todas ainda estão floridas.. 









De um jardim em Duvall-WA
Pelas ruas, pelas praças, nos jardins das casas, nos restaurantes e shoppings veêm-se flores de todas as cores e formatos, umas idênticas às nossas, outras bem diferentes.. Todas muito bem cuidadas.. 




Anderson Park, Redmond-WA






O Outuno está na porta e já começa a colorir de outras tonalidades as ruas de lá... São vermelhos, laranjas, amarelos e marrons, misturados à ramagem verde de maples, plátanos e ao pinheiro que é símbolo do Estado de Washington..






Nas ruas de Duvall-WA


Não é à toa que WA é conhecido como o Estado Verde.. Verde na sua bandeira e no seu pinheiral, que cobre a maior parte das suas terras de um tom intensamente verde-escuro que nem a neve consegue esconder.. 





Caem todas as folhas de todas as árvores, que ficam mirradas, esqueléticas, com seus galhos nus apontando para o céu quase sempre cinza, como a pedir a benção de umas migalhas de sol..Mas os pinheiros continuam lá, a 10, 15, 20 metros de altura, zombando do frio, da neve e dos ventos.. Impávidos, soberanos e verdes, reinando sobre todo o imenso reino vegetal daquele Noroeste americano tão distante e belo !

De um parquinho em Duvall-WA

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

VOLTEI, RECIFE..

Vovô Carequinha  fotografado por Diogo Cruz
A saudade me trouxe por um braço e está me segurando pelo outro.. Saudade dos que ficaram por lá, num Paralelo frio e distante do nosso tropical e desmantelado reduto.. E saudade também dos que estão por aqui, da vidinha provinciana de que tanto gostamos, das rotinas de que reclamamos, mas que nos fazem falta, no fundo, do clima morno e úmido do nosso Recife, da água verde-azulada e da areia branca das nossas praias, de uma lista interminável de coisas, pessoas e lugares... É nisso que dá ter filho que mora fora do Brasil.. Depois de um dia inteiro entre aviões e aeroportos, cheguei à velha Vila dos Arrecifes dos Pescadores, na Capitania de Paranambuco.  Estropiado e sem dormir há 24 horas, cansado de 4 embarques e desembarques (Seattle, Dallas, Miami, Salvador), com intervalos mínimos e aquele medo de perder o vôo, voando baixo pelos corredores e esteiras dos monstruosos aeroportos americanos, estou dominando o sono e a diferença de cinco fusos horários somente para dar uma satisfação aos meus amigos do Blog.  Pausa para uma reflexão: quantos aeroportos de São Paulo (Guarulhos), apenas para citar o nosso principal e maior Aeroporto, cabem apenas num terminal de qualquer um desses ? Somente num dos muitos terminais desses labirintos modernos, com trens elétricos, esteiras rolantes imensas e corredores entupidos de gente de toda parte do mundo, num dia comum de semana ou de feriado, a gente tem que ficar muito atento para descobrir em que Portão, dos seus 4, 5 ou 6 terminais cada qual com 40, 50, 60 "fingers", vai embarcar.  Aí vem a dúvida e a quase certeza que nos aflige como brasileiros: como é que um país sem estradas decentes, sem aeroportos dignos desse nome, sem trens de passageiros (bala, cartucho vazio ou "traque de velha" que seja), sem mão de obra qualificada para receber milhões de viajantes e milhares de esportistas durante um exíguo mês de Copa do Mundo ou Olimpíada, se atreve a aceitar um desafio desse porte, apenas para "fazer bonito" perante o mundo ? ou seria "fazer de conta" que finalmente estamos nos afirmando como nação desenvolvida, educada, culta e responsável ao mesmo tempo que que a miséria degradante, a violência desbragada, a falta de educação e saúde, a roubalheira e corrupção sem freios dos políticos arrasa-quarteirões, o "estilo brasileiro" irresponsável e "demodée" de ser nos avassala ?  Respostas e sugestões para o Centro de Decisões instalado no Palácio do Planalto, Brasília-DF.. Perguntar não ofende !

Crédito da foto: Diogo, 6 anos, um neto de ouro! (Eu só fiz enquadrar e entregar a câmera para ele)


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CRÔNICA PARA UM ESQUILO


            Eu sei onde ele mora: a 5 metros de altura, último buraco de frente para o Norte, no tronco de um velho pinheiro morto e seco, numa área de preservação de florestas, bem atrás da casa do meu filho, em Duvall.
           Nesse buraco no tronco, cavado por um pica-pau azul, está guardando suas provisões para o Outono/Inverno que se avizinha.
            É arisco esse meu novo amigo, como todo esquilo que se preza.  Escapole correndo pelas cercas dos "backyards" das casas do Condomínio.  Às vezes parece voar.  Como no dia em que descobri onde ele mora.   Saltou numa distância de mais de um metro sobre o vão do portão da cerca, correu pela cerca do vizinho, deu um salto enorme até o galho mais baixo do seu pinheiro-edifício, subiu como um raio castanho pelo tronco cinza e finalmente chegou à sua morada.
            Mas dois dias antes eu o havia flagrado.  Por uma fração de segundo, na sua olímpica corrida, ele parou de repente.  Diante da minha lente, permitiu-me apenas um disparo.  Um milissegundo de emoção.  No "take" seguinte capturei somente o rastro borrado da sua longa cauda.  Para mim, foi o suficiente.      
            Esquilos podem ser amigáveis, mas somente nessa ordem de suficiência..  Milissegundos para uma pose.  Eles têm muito o que fazer, na sua luta pela sobrevivência no gelado inverno daqui... See you later, Mr Squirrel  !... I hope...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

KEY WEST - A ILHA DE HEMINGWAY

Fachada da Angelina's Guest House
Promessa é dívida.. E eu prometi que atualizaria o blog mesmo nas férias.
Na intenção única de quebrar em dois um vôo entre o Recife e Seattle que dura boas 14 ou 15 horas, resolvi passar 4 dias na Flórida.  Fizemos um tour rápido por Miami para no dia seguinte viajar para Key West e ficar dois dias por lá.  Key West me atraiu por sua história e por sua arquitetura.  Casario secular, de uma beleza cativante.





O belo edif'icio da Corte do Condado

"Cayo Huesso", ou Ilhota dos Ossos, para os seus primitivos habitantes, foi anglicanizado para Key West, por sonoridade similar.  É a mais ocidental das Keys, dezenas de ilhotas interligadas pela US-1, a Overseas Highway, que avança sobre o mar do Golfo, de um lado e o Atlântico, do outro.  174 milhas, cerca de 280 quilômetros de belas paisagens que desfilam pela janela do ônibus.  Interessante notar que Key West fica mais próxima da caribenha Cuba (90 milhas ou cerca de 150 quilômetros) do que do continente americano.




Nomes nas portas

Escolhemos para hospedagem uma pousada simpática, chamada Angelina's Guest House, instalada numa casa de madeira (como praticamente todas da ilha), do início do século XX e que um dia foi um bordel cujas "meninas" divertiram sobremaneira os elegantes da ilha, incluido aí o seu mais importante frequentador, o famoso Ernest Hemingway.  Aliás, esse grande escritor é onipresente em Key West.  Sua casa-museu é o pricipal  ponto de atração turística, para onde acorrem todos os aficcionados da sua valiosa obra literária capitaneada pelos premiados romances O Velho e o Mar, Adeus às Armas e Por Quem os Sinos Dobram, entre tantos.



Casa-museu Ernst Hemingway

A família proprietária (Mr Kevin, Mrs Janet e sua filha Stephane) recuperou e decorou com extremo bom gosto cada canto da casa, atendendo os hóspedes com uma amabilidade inesperada.
Um dos detalhes interessantes são as plaquinhas pintadas em cada porta de quarto, com o nome das "meninas" da época: Susie, Dolly, Kitty, etc.
Passeios em Key West não faltam, museus e lugares interessantes se contam às dezenas; parques e praças, restaurantes e bares para todos os gostos.  Sinceramente, é o tipo do lugar que mereceria uma visita bem mais demorada. Famosos são os bares que Hemingway frequentava, sendo o principal o chamado Captain Tony's Saloon, que ainda nos anos 30 mudou para uma quadra adiante, na Duvall Str, a rua principal da cidade e passou a chamar-se Sloopy Joe's Bar.. A briga é feia, para disputar a primazia do ilustre cliente.  Outro passeio bem interessante é pelo mar caribenho. 


Capt Tony`s Saloon, na Duvall Str

 Uma visita aos corais próximos à costa (cerca de quarenta minutos navegando num enorme catamarã com casco formado por placas de vidro, por onde temos uma excelente visão do fundo do mar, dos corais e dos peixes e outros animais marinhos.
Visitamos alguns dos museus muito bem organizados e que despertam de imediato o interesse do turista: o museu do caçador de tesouros Mel Fischer é um dos principais.. Imperdível, a coleção de moedas, jóias e barras de ouro que renderam ao descobridor cerca de 200 milhões de dólares, tudo resgatado do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha, valendo lembrar que Mel Fischer também descobriu outro galeão similar, o Santa Margarita.

Jardins de Hemingway
Museu interessantíssimo, também, é o que cuida da história dos faróis da região das Keys, o Lighthouse Museum, com farta documentação, objetos, iconografia e uma subida ao topo do farol, que tem cerca de 90 degraus e 25 metros de altura, com uma vista panorâmica da cidade e do mar nos arredores.
O mais importante de todos é -novamente- o museu-casa de E. Hemingway, uma bela residência cercada por um rico jardim tropical, com muitas palmeiras e até plantas bem conhecidas nossas como ninféias primas da vitória-régia. 
Um patrimônio muito querido do escritor eram seus gatos polidáctilos (com 6 e até 7 dedos) que
transmitiram à descendência até hoje esse defeito genético. 

Descendente de algum  dos gatos do Escritor

Os contemporâneos do escritor estão sepultados num insólito cemitério em meio aos jardins e os seus tataranetos passeiam dolentemente pela casa toda às dezenas, fazendo a alegria dos visitantes.

Para não estender demais esse texto, acho que vão ser necessários mais uns posts falando sobre esse destino muito legal, incluindo ainda Miami e Everglades.  Voltaremos depois.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BLOGUEIRO FOLGADO (3)


Viajando de novo?.. ô blogueiro folgado, este aqui ! Amanhã estarei no cilindro de aço, voando por aí..
Mas vocês não vão se livrar de minhas histórias não..Vou tentar manter o Blog mesmo de férias (mais umas) ..  Desta vez o destino é Key West e Everglades, mais uma voltinha em Miami, só pra não dizer que eu não quis conhecer.. Eu não curto muito essas cidades grandes, porque meu negócio é Natureza, vocês sabem... E da Florida, vou direto (aí sim !) para o motivo principal da viagem: rever os meus queridos que moram lá no outro extremo, o Noroeste dos USA.   Fred, Juliane e meu querido neto Diogo me esperam e até o dia 4 de setembro estarei com eles..  Se der, mando alguma coisa de Key West, se não atualizo a partir de Duvall -WA, onde mora Fred Filho.. Abração a todos !

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CARRERO - "STAR", A SEU MODO

Raimundo Carrero, primeiro à esquerda

Personalidade forte, jeito de star.  Pintou de repente, em 66, sorriso de orelha a orelha.
Um sax-tenor tenor no estojo.  Cabelão a Beatles. 
Por fora do estojo, botou graúdo: RAY CARRERO. 
Acho que pra ficar parecido com Ray Conniff (vide, hoje, as inúmeras referências ao Maestro e a outros grandes músicos do jazz, em alguns romances de sua autoria (Maçã Agreste, Os extremos do Arco-Íris, Sinfonia para Vagabundos..)
Soprava legal o tenor.  Tirava dele um som rouco, estilo Manito, dos Incríveis, seu ídolo declarado.
Quando queria, era renitente.  Ensaiava seus solos e -na hora certa- mandava som.
Quando não, a gente tinha que tocar no tom mais favorável para o si-bemol  do seu instrumento.

Da esq para a dir: Carrero, Araújo, Walter, Fred; na bateria Djilson

Sem grandes performances, a verdade é que todos nós, dos Tártaros, Raimundo incluído, fomos músicos à nossa maneira competentes.  Prova disso, são os inúmeros festivais que vencemos, medalhas e homenagens que recebemos, fã-clubes que centenas de garotas do Recife fundaram em nossa homenagem, discos que gravamos, etc.. Como atuávamos mais em bailes que em shows, tínhamos um repertório bem variado, mediando umas duzentas canções.  Quase tudo no órgão ou na guitarra.  Aqui, ali, vinha o Carrero no tenor.  Um solo, uma cervejinha, um arranjo, mais outra que ninguém é de ferro. Mas, no meio da festa, o cara se invocava e atacava de cantor, batendo um indefectível pandeiro na perna, como era moda.. O star aparecia.  O cabelão rodava: I can't get no, satisfaction...

Apontando o título, Carrero..

Grande Ray.. hoje acho que nem se lembra mais do nome artístico e se orgulha, com razão, de ser Raimundo Carrero, romancista consagrado, cartaz internacional.  Star, a seu modo...

(do meu livro de crônicas "Tártaros, os Seis do Recife" - Recife, 1995 - ed. do autor)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MINHA VIOLA



10 cordas e um som bem cheio, gostoso de ouvir, a viola sertaneja (ou viola caipira) sempre me fascinou.  No tempo das guitarras elétricas dos anos 60, plena efervescência das baladas dos Beatles, aquele som me levava às origens.  Inventaram uma tal de "craviola", que também era um desmantelo de boniteza sonora.. Nunca mais ouvi falar das craviolas.. Ficaram somente nas lembranças de talvez meia década de evidência.. Não colou, nem como instrumento de solo, nem como instrumento de harmonia.

As "guitarras de 12 cordas" também tiveram um sucesso temporário e eram comuns, entre o final dos anos 60, início dos 70, preenchendo junto ao órgão elétrico (em especial os Hammonds, Bentleys e Farfisas) a harmonia dos antigos "conjuntos". Mas a violinha de 10 estava ali, sempre presente, ora nas duplas de cantadores nordestinos, ora nas tradicionais modinhas mineiras, goianas, pantaneiras e paulistas, daquele som sertanejo que a gente não ouve mais.
Muitas décadas antes dessas duplas musicalmente assexuadas de hoje, sim, ouvíamos Pena Branca e Xavantinho, Milionário e Zé Rico, Tião Carreiro, Tonico e Tinoco e tantos outros da velha guarda, além dos mais recentes entre eles o já antológico Almir Sater, que mantém a tradição da viola em terras pantaneiras.
Aqui no Nordeste, comum nas duplas de repentistas do Piauí  às Alagoas, no sertão, nas praias, até mesmo nas cidades, o som cristalino das cordas dobradas da viola vai sobrevivendo a duras penas.  Em toda a minha vida de músico amador e profissional,  eu possuí duas violinhas muito queridas: ambas da marca Rei, a primeira da década de 70, época de ouro do Quinteto Violado recém formado aqui no Recife e a segunda, mais recentemente, que usei até bem pouco tempo, após o que a dei de presente ao meu caro amigo Hamilton Florentino, que tomou-se de paixão para usá-la no seu conjunto Forróviola. Gravei muitas e muitas músicas com essa violinha e gosto de todas..

 Uma porém, que fiz exclusivamente para a própria, chama-se "Minha Viola" e foi escolhida, nem sei bem porque, pois é uma música bem simples, ingênua até, para fazer parte do site oficial da "Música de Pernambuco".. Foi uma gravação bem intimista, em que eu fiz as bases com violão, viola de 10 e percussão, e também cantei.  Não reparem na simplicidade da letra, nem da melodia, muito menos da gravação.  É somente um registro do meu amor por um dos instrumentos queridos, nada mais.


Ouça aqui, no site "Música de Pernambuco", seção "Música Instrumental e Erudita" : http://www.musicadepernambuco.pe.gov.br/artista.php?idArtista=53  ou no Player abaixo:



sexta-feira, 29 de julho de 2011

IVO DIODATO E CARLINHOS DE SERTÂNIA - ARTESÃOS PERNAMBUCANOS


Cerâmica de Ivo Diodato
Um Artesão competente, que também é poeta e grande figura humana é o Ivo Diodato. Nascido e criado em Tracunhaém, terra de grandes ceramistas, destacou-se no meio de tantos com um trabalho criativo e belo.  Inspirado no famoso quadro de Tarsila do Amaral, "O Abaporu", criou suas figuras com grandes pés e sem um rosto definido, que chamam a atenção pelo colorido sóbrio, em cores terrosas, que valorizam a essência da cerâmica.

Comunicativo, para rimar com Ivo, Diodato prestou-me um curto, mas valoroso depoimento.  Interesante no seu trabalho é que, no sentido oposto à vertente natural da maioria dos artesãos de Tracunhaém, que seguem a linha do conhecido santeiro Zezinho, de traços barrocos e rebuscados, Ivo Diodato, nas suas linhas mais puras e nas suas cores mais sóbrias, conquista de imediato, um público variado, plural. No vídeo e na foto, uma amostra desse grande Artista pernambucano. 

Retirantes


Carlinhos é o seu nome.. Menino novo, mas competente.. Aprendeu com os Mestres artesãos de sua terra Sertânia e mostrou que aproveitou bem a lição.. Encontrei Carlinhos em seu box na última FENEARTE e solicitei dele um depoimento para o Blog, que me concedeu com a sua característica simpatia e humildade.  O som do vídeo ficou um pouco prejudicado pelo barulho intenso de milhares de pessoas circulando pelo Centro de Convenções de Pernambuco, num dos derradeiros dias da grande Feira de Artesanato.  Mas acho que valeu a pena trazer a arte de Carlinhos para enriquecer esta página do Blog.
Arte extraída do sofrimento

Eu tinha ficado de voltar, para comprar a ele um par de retirantes (a escultura em madeira que é sua especialidade), uma peça de linhas simples mas muito belas que retrata bem o sofrimento do nordestino no flagelo da seca.. Destinar-se-ia a presentear meu filho, que vou visitar nos EEUU, durante o mês de Agosto vindouro e parte de Setembro.. Terminei afastando-me do local, e de box em box, concluindo minha visita à Feira, sem ter voltado para comprar-lhe o artesanato.  Mas resolvi o problema, adquirindo duas peças do mesmo Artista, desta vez na Casa da Cultura, ontem.. Nossa homenagem a mais um artista de valor desta terra de tantos valores..


Acesse aqui o vídeo:
http://www.youtube.com/fredcrux1#p/u/1/sI4GkKNZPKo



quinta-feira, 28 de julho de 2011

MEUS AMIGOS ANIMAIS (3)

Jacaré-Pantanal Norte


Flamingos - Foz do Iguaçu
Beija-flor  - Foz do Iguaçu
 Prossigo na série, trazendo mais amigos super racionais, vindos de várias latitudes do Brasil, cada um deles com uma história pra ser contada, com suas cores para serem relembradas, com a emoção do momento de fotografá-los sendo acrescida à admiração que eu sempre tive por eles, pela Natureza que tanto respeitam e para a qual não damos a mínima atenção, na maior parte do tempo.  Aliás, só nos lembramos deles, muitas vezes, quando servidos em algum prato.  Até nesse momento não lhes damos o valor que merecem.. e ainda nos chamamos de racionais?
Tucano - Foz do Iguaçu


Dourado - Bonito (MS)
Ouriço-cacheiro- Japaratinga (AL)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A HISTÓRIA DA MULHER QUE VIROU PÓ

I
Eu vou contar pra vocês
Uma história deprimente
Da mulher que virou pó
Numa vida inconsequente
Procurou felicidade
Em drogas e aguardente
E bebeu de fazer dó
Sem valorizar a voz
Que Deus lhe deu de presente

II

Winehouse, o sobrenome
Da cantora inglesa AMY
Ganhou fama pelo mundo
Fez sucesso, foi reclame
Ganhou montes de dinheiro
Mas torrou tudo ligeiro
No haxixe e na maconha
Heroína e cocaína
Numa vida sem-vergonha

III

Bebia de tudo muito
Pouco pra ela não vale
Cantava cambaleando
E vinha se aguentando
De um ano para cá
Desceu tanto na ladeira
Fazendo tanta besteira
Drogou-se até abusar
E agora virou caveira

IV

Por isso digo a vocês                                              
Não tem drogado sem culpa
Um jovem que se vicia
Não pode inventar desculpa
(Eu não sei, eu não sabia..)
Sabia sim, seu babaca
Porque conselho não ouvia
Buscando só o barato
Daquela falsa euforia

V

Tem barato bem melhor
Pra você achar o rumo
De uma vida bacana
Equilibrada, no prumo
Não vá atrás de "caneiro"
Não fume, pratique esporte
A resposta vem ligeiro
Você se sente mais forte
E estará entre os primeiros

VI

Uma vida sem o vício
Seja lá que vício for
Não é assim tão difícil
Aprenda a se dar amor
A cuidar de você mesmo
Estude, seja decente
Se lhe chamam de "quadrado"
Não ligue, prossiga em frente
Você será premiado !



Recife 25.07.11
Fred Monteiro

O HILLMAN VERDE (para Pedrinho, Renato e Ana Paula)

- UMA HOMENAGEM PÓSTUMA AO MEU QUERIDO IRMÃO PEDRO AUGUSTO -

Pedro Augusto é o segundo no sentido anti-horário, entre
Zé Araújo e eu , todos três de óculos)
Verde claro.. Por baixo da pintura recente, uma cor indeterminada. Talvez houvesse sido branco... ou creme, quem sabe?  Afinal o carrinho tinha seus mais de 20 anos de idade, naqueles distantes dias de 1968. 

Mas fora o que o Pedrão, nosso empresário, também conhecido como "Meu Pezinho" ou "45, Forma Larga", considerou o seu primeiro troféu.  Andava, não andava?  Se bem que ficasse mais tempo paraado, teimosamente bronqueado com essas coisas que costumam dar em carrinhos velhos, de compradores inexperientes:  carburadores vazando ou entupidos; bobinas esquentando ou falhando; bateria descarregada, quase sempre; a lista, vocês sabem, é interminável..

O resultado era o esperado: muitas horas de empurrão, poucas de efetiva locomoção.  Mas, fazer o que?  Foi o primeiro carro próprio de um dos componentes dos Tártaros.  E tinha  até rádio !!  Ah, que rádio !!!!
Pedrão entre Zé Araújo(no contrabaixo) e eu atrás, (no órgão elétrico)
Sem gozação, o rádio valia tanto quanto o carro.  Ou mais.. Aliás, em matéria de som,  pouco deixava a desejar, comparativamente a um rádio ou radiola domésticos.  Agudos perfeitos, graves redondos, chegamos a ouvir nele, inúmeras vezes, pelas ondas sonoras da Rádio Tamandaré, programa "Músicas na Passarela", os dois grandes sucessos dos Tártaros.

O Pedrão se lixava para reclamações quanto ao desempenho do  Hillman, mas ficava furioso se alguém reclamava do som do rádio.  Tanto que considerava um elogio e ria com vontade do alto do seu metro e noventa, quando alguém (e não faltava quem) dizia jocosamente:

- Pedrão, compra um carro pra botar nesse rádio !!!!

(do meu livro de crônicas "Tártaros, os Seis do Recife")

sábado, 23 de julho de 2011

MINHAS DUAS MÃES


Quem chega no meu estúdio de gravação não pode deixar de ver este simples porta-retratos em cima da minha mesa de trabalho.  E sempre pergunta, extasiado com a  beleza dessas duas mulheres: Quem é essa criança tão linda?  Quem é esta senhora tão bela?

Eu, orgulhoso, dou sempre a mesma resposta, mesmo que já a tenha dado centenas e centenas de vezes, nos mais de 10 anos que o retrato está lá:  - São minhas mães !!  -????  Mães ?!  Mãe só tem uma.. E eu, rápido e mais orgulhoso ainda:  - Mas sou um privilegiado ! Eu tenho duas.. Minha mãe natural é a pequenininha.. Maria.. Ela teria hoje 87 anos, não tivesse voltado ano passado, para encontrar meu Pai, que também se foi.  Maria, minha mãe, estava nesta foto com dois aninhos, apenas..

Mas esta senhora que a segura nos braços, esta senhora de sóbrio semblante, olhos carinhosos e uma meiguice sem par, também é minha mãe..  Criou Maria e ajudou-a a criar todos os seus 13 filhos, o terceiro dos quais sou eu, seu afilhado.  Dedé era o seu nome.. De batismo e documentos, era Maria Josefa da Conceição.   Palmarense, como meu pai Frederico, nascida e criada no Engenho Barra do Dia..  Teria hoje seus 118 ou 120 anos, não sei bem ao certo; tinha aproximadamente a idade da minha avó Maria Anna.

Nunca vi criatura mais meiga e amorosa que Dedé.. Não me lembro, em todo o tempo que convivi com ela, de uma palavra amarga, de uma frase ríspida. Era minha madrinha de batismo e minha protetora em todas as molecagens que eu aprontava.. Defendia-me a  toda hora e escondia os meus mal-feitos.  Ensinou-me a gostar do frevo e do maracatu.. E em sua homenagem, compus um maracatu que foi vitorioso no Festival de Músicas Carnavalescas da Prefeitura, no ano 2001.   Chama-se "Estrela do Poço" e vocês podem ouví-lo no player abaixo..

Dedé era devota de Yemanjá e ao mesmo tempo muito católica nas suas devoções a Nossa Senhora da Saúde, que tem sua capela multicentenária no nosso bairro do Poço da Panela. Sonho com ela, tanto quanto sonho com Maria.  Elas devem estar trocando receitas celestiais e quando  um dia eu for encontrá-las tenho a certeza que vai ter uns bolinhos de goma maravilhosos me esperando por lá...




quinta-feira, 21 de julho de 2011

CORAL CANTO DA BOCA - PARTE FINAL

Aqui a terceira e última parte do Show do Coral Canto da Boca e convidados, no Teatro da UFPE, ano 2000. Neste final apoteótico, duas músicas belíssimas: Penas do Tiê, numa interpretação conjunta dos Corais Canto da Boca e Meninos de São Caetano acompanhados pela Camerata Studio de Música e o conhecido frevo "Três da Tarde", de Lídio Macacão, uma das marcas registradas do nosso Carnaval, interpretada pelos dois Corais com acompanhamento da Camerata e de fração da Orquestra dos Meninos de São Caetano.

Um final de Show realmente inesquecível, aplaudido de pé por uma platéia que lotou o Teatro e jamais esquecerá, temos certeza, aquela noite de Música, Alegria e Emoção!

CORAL CANTO DA BOCA - SEGUNDA PARTE - SHOW UFPE/2000

Atendo a pedidos para postar em sequência partes do vídeo do Show do Coral Canto da Boca, Meninos de São Caetano e Camerata Studio de Música, no Teatro da UFPE, no ano 2000.  Nesta segunda parte, "Poema de Natal", "Yemanjá-Otô", com solo de Hamilton Florentino e a antológica e muito aplaudida "Feira de Caruaru", de Onildo Almeida. Curtam e revivam esse maravilhoso espetáculo, proporcionado pelo Canto da Boca e seus convidados !