segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MINI-TRIATHLON, POR QUE NÃO?

Na linha de chegada, em primeiro lugar
na categoria "Veteranos-acima de 35 anos"
Eu tinha 42.
Vocês devem ter notado que eu passo muito tempo sem postar nada sobre exercício e esporte.  Às vezes tenho até vontade de suprimir esse marcador. Mas, como sempre tem alguém interessado, vou mantendo.

E para os interessados, surgiu-me agora a vontade de falar sobre um esporte pouco praticado e muito menos disputado, ainda: Triatlhon.   Essa reunião de três esportes que se combinam de forma extraordinária tem tudo o que uma pessoa precisa para movimentar todos os músculos do corpo, mesmo, senão vejamos.

Na natação usamos muito mais os membros superiores do corpo, ficando as pernas -num trabalho de mais resistência que velocidade- encarregadas de manter o equilíbrio e direção do nadador; em seguida, no ciclismo, os membros superiores são menos utilizados, e o trabalho das pernas fica mais evidente, embora facilitado pelos mecanismos da bicicleta (principalmente se têm câmbio ajustável); finalmente, na corrida, usam-se indistintamente pernas e braços, claro que com muito mais esforço para os membros inferiores. 

É, portanto, atingido um grau de uso máximo dos nossos membros e -ainda assim- com uma dinâmica particular para cada um deles.

Antes de mais nada, por que acontece essa espécie de "medo" de correr o triathlon?  Creio que a modalidade amedronta até os mais destemidos maratonistas.  E sem a mínima razão. 

Ocorre que convencionou-se que o IRONMAN (que na verdade é uma prova de -podemos chamar assim- Super-Triathlon e tem doses cavalares para qualquer atleta de excelência.  São 3.800 metros de natação no mar, 180 quilômetros de bicicleta e 42,2 de corrida, ou seja, uma Maratona (o que por si mesmo é uma prova massacrante.)

As distâncias do Triathlon Olímpico não são assim tão impossíveis, para quem está em boas condições físicas.  Compreendem 1.500 metros de natação, 40 quilometros de bicicleta e 10 de corrida. 

Observem que a proporção entre as provas é de 1,5 / 40 /10.  Se quisermos correr essa prova com toda segurança nos nossos treinamentos iniciais para o triathlon olímpico, podemos atribuir qualquer distância observando essa proporção.  Foi assim que eu sempre treinei, quando me preparei para o único triathlon da minha "carreira" de desportista. 
Um diploma conquistado a duras penas. Não havia medalhas
para veteranos (a partir dos 35 anos) porque imaginaram
que nós não terminássemos a prova.
Como já publiquei, aqui mesmo no blog, participei de uma prova promovida pelo Exército Brasileiro, em Olinda, 1988, cujas distâncias foram simplificadas, justamente para tentar popularizar o esporte.  Corremos então 750 metros de natação, 15km de bicicleta e 7 de corrida, ou seja um meio-triathlon.

E por que não começarmos com 15, 20 ou 30 % de um triathlon olímpico ? Somente para testar e passar a gostar (ou não) do esporte?

Por isso tudo, resolvi que, pelo menos um dia na semana, vou praticar novamente essa modalidade tão divertida. Comecei, neste feriado de 7 de setembro, com pouco mais de 15% das distâncias, isto é,  225 metros de natação (9 voltas numa piscina de 25 mts), 8.200 de ciclismo e 2.550 de corrida.  Simples demais. Qualquer atleta que faça os três esportes em separado conseguirá uni-los num bloco só.

Pretendo aumentar os percentuais (mas não tenho mais pretensões de voltar a competir mesmo) e cumprir até 30% ou 40 % da prova.  Até lá, vou nadando, pedalando e correndo.  

A logomarca que criei em 1988 para a "equipe do eu sozinho"

sábado, 7 de setembro de 2013

OU FICAR A PÁTRIA LIVRE, OU MORRER PELO BRASIL


Hoje, Dia da Independência, mais do que nunca o Grito do Ypiranga ressoará nos ouvidos, no coração e na mente dos verdadeiros brasileiros.

Não dos que apenas nasceram nessa Pátria-Mãe, tão adorada por uns e tão menosprezada por tantos que desejam subjugá-la aos seus mesquinhos interesses político-ideológicos, a ponto de querer entregar a terceiras espúrias nações em decadência patriótico/econômico/ideológica em que chafurdam, desde a exportação de mão-de-obra escrava a drogas e armamentos pesados.

São essas as republiquetas bolivarianas, cujos arautos incrustados no poder do Governo Brasileiro tanto mal fazem aos seus habitantes hoje mudos, oprimidos e incomunicáveis, confinados nas suas fronteiras em pleno processo de decadência, com o nivelamento por baixo de todas as elucubrações dos seus enganosos e corruptos líderes.

Nós brasileiros temos a obrigação de refletir se queremos, para esta grande Nação, o tipo de regime que tentam nos impingir. Por isso abri este post de hoje, que dedico a todos os que amam verdadeiramente o Brasil.

Fiz questão de gravar, toscamente, ao piano, o trecho que considero mais bonito e emocionantes do Hino da Independência, composto pelo Imperador Pedro I, sobre poema de Evaristo da Veiga.

OUÇA AQUI:



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ASCENSO FERREIRA, A VOZ DO NORDESTE


Lembro bem dele . Manhã de sábado de um dia qualquer por volta de 1959 ou 1960.

Um tio nosso morava perto da Praça do Hipódromo, em cujas vizinhanças também morava Ascenso Ferreira. Um gigante, na minha visão de adolescente. Chapelão de palha imenso, terno branco, caminhava lento. Fazia sempre esse percurso. Acho que havia uma padaria na esquina da rua que vinha da Praça com a Estrada de Belém.

Nesse dia Ascenso estava inspirado. E bem solene, à vista de todo mundo que estava por perto, parou na esquina, escorou a mão direita no muro, olhou para os lados, talvez para conferir se a meninada estava mesmo observando, e ... soltou um tremendo traque ! Um trovão, no meio da manhã, entre os gritos dos bem-te-vis e as flautas dos sabiás. Em seguida, ainda escorado, e de cima dos seus quase dois metros de altura, balançou a perna direita, passou o rodo com o olhar e prosseguiu calmamente com sua caminhada matinal.

Ontem, passando em frente ao Cais da Alfândega, vejo de novo o velho Ascenso. Estava lá vivo e pensativo, sentado em cima de uma enorme pilha de livros, ladeada por mais duas. Sempre há gente por perto dele.

Tive sorte em - pelo menos desta vez, das muitas que passei por ali, a caminho da Livraria Cultura- conseguir tirar uma fotografia abraçado ao Poeta. Ajudou-me um turista que acabava de fotografa-lo, também. Ascenso, paciente, permitiu. 

 E, em "homenagem" ao recente apagão, que deixou em em trevas 8 Estados do Nordeste, o Poeta declamou "Black-Out". Estão duvidando? Pois eu gravei tudo e mando para vocês. Com os cumprimentos do Grande Vate Palmarense. Ascenso Ferreira, A Voz do Nordeste. Ele mesmo. E eu, um privilegiado, porque também tenho algo a ver com Palmares. Minha família é de lá. Talvez por isso eu tenha muita vontade de ser poeta.


sábado, 24 de agosto de 2013

VIOLINOS E VIOLONCELLOS EM REDMOND


Já disse por aqui que meu neto Diogo tem também seus dons musicais. Dono de um "ouvido" excelente,  decora rapidinho frases e melodias inteiras.  E as transpõe para um tecladinho de plástico que ganhou quando tinha coisa de 3 anos. Até hoje continua com ele e está até se aventurando no piano do pai.

Como eu tenho fascinação pela música, fato notório, até mesmo a partir do nome deste blog, estou postando parte de um vídeo que me traz especial orgulho.

Na época em que eu adotei o violoncello, para animar os neurônios e espantar a mesmice, Diogo foi incentivado a estudar violino numa escola em Redmond, WA, e há quase 4 anos está "ralando" nas lições do Método Suzuki, feito o avô.

A escola de lá costuma realizar "concertos" internos para estimular o alunado e recentemente meu filho Fred mandou-me esse vídeo do qual extraí um pequeno trecho.

Dezenas de pequenos alunos, dos 3 aos 12 anos, tocaram nessa orquestra improvisada, com o acompanhamento das professoras de violino e violoncello e o auxílio de uma pianista chinesa, mãe de um dos garotos.

As peças apresentadas são naturalmente simples, e fazem parte dos exercícios do Método, mas eles também tocam peças do folclore americano.

A propósito, para fins de reconhecimento, o "meu Paganini" está trajando calça creme e camisa quadriculada azul e está posicionado em frente a uma garota de vestido violeta.  Atentem para o garbo e concentração do "artista".



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MOENDO RIMAS

A cerca - foto Claude Bloc

A mais nova colunista do Jornal da Besta Fubana, CLAUDE BLOC, na sua coluna "Entretantos", vem surpreendendo a todos nós que lá pontificamos, colunistas ou comentaristas e, pelo que sei, ao nosso Editor Luiz Berto.


Quer pelos seus comentários, quer pela pureza da sua poesia, pelas belas fotos que nos tem trazido da sua terra natal, o Ceará, mais especialmente do Cariri.


Claude, filha de franceses, nordestina da gema, cursou Letras, profissão que foi escolhida pela facilidade e gosto que demonstrava pelo ato de escrever. Poeta desde os 15 anos, por conta das cantorias e desafios de violeiros que ouvia na fazenda, desde a mais tenra infância. Pintora, tornou-se também exímia fotógrafa e através dessas Artes expressa todo o seu amor pelo povo e pelos costumes do seu Cariri.

Num desses comentários rimados, que costumo fazer, até mesmo para exercitar essa Arte que adotei faz pouco tempo, mas pela qual me apaixonei desde sempre, escrevi uma setilha que foi de imediato respondida pela Claude. Logo em seguida, faço mais outra e a Claude responde com outras duas. A coisa foi fluindo tão bem, que demos continuidade à troca de versos por e-mail e em pouco mais de dois dias havíamos escrito dezesseis estrofes, que resolvemos transformar num folheto de cordel. E assim surgiu essa nossa primeira parceria, que com muito orgulho de minha parte trago aqui para vocês, impresso pela minha fictícia editora "Cordelaria Monteiro".


Segue abaixo o texto completo.


A capa do folheto é um trabalho do Mestre Sílvio Borges de Bezerros, de quem tenho orgulho de ser amigo.



MOENDO RIMAS
(Claude Bloc e Fred Monteiro)

 I
CB
Saudade corre no sangue
O sangue corre na veia
O grito sai na garganta
Lembrança faz sua teia
Do meu sertão eu me lembro
De janeiro até dezembro
E nada mais remedeia.


II
FM
Sou filho da capital
Por engano do destino
mas a imagem mental
que tenho desde menino
é de um viver mais rural
quem sabe, transcendental..
é tudo o que eu imagino


III
CB
De manhã logo cedinho
“Amuntada” num jumento
Eu caia na estrada
Seguindo a trilha do vento
Na cerca, melão caetano,
O vento que nem abano
Espantando o pensamento.


IV
FM
Minha rotina era outra
de manhã ia pra escola
de tarde fazer "tarefa"
estudar e jogar bola
mas juro que o pensamento
seguia também c'o vento
numa moda de viola

V
CB
Cancão avisa a chegada
Do tocador para a festa
Sanfona presa no ombro
Chapéu quebrado na testa
Acompanhando o pandeiro
Violão dá o roteiro
Zabumba faz a seresta. 

VI
FM
No mês das festas juninas
no sertão ou no engenho
a alegria era tanta
dois meses de muito empenho
pra preencher todo o dia
de prazer e correria
era esse o meu desenho

VII
CB
E quando a chuva caía
O trovão a traquejar
Meu coração nem batia
Com medo de se assombrar
E no aceiro da casa
Galinha batendo asa
Pras pena num se molhá.

VIII
FM
Tempestade no sertão
é coisa linda de ver
a terra crestada chia
que parece se tremer
no gozo farto da chuva
parecendo uma viúva
vendo o amor renascer


IX
CB
Caçote corre pro açude
Com medo de gavião
Coruja de olho grande
Urubu cor de tição
A graúna bem pretinha
E um ninho de rolinha
São crias do meu sertão

X
FM
Um açude lá no fundo
Uma cerca bem trançada
Um caminho de piçarra
Bem antiga e bem pisada
Um pé de serrote ao lado
E um verde esparramado
Cantando a chuva chegada

XI
CB
Me criei perto do engenho
Junto aos canaviais
Mais além tinha um açude
Galinha pelos quintais
Também tinha no terreiro
Porco, bode e até carneiro
Em tempos memoriais.

XII
FM
Na campina atrás da casa
garnizé e paturi,
capote, pato e marreco
se encontrava por ali
de manhã juntava tudo
pra comer milho graúdo
no piar da juriti

XIII
CB
Engenho de moer cana
Um dia de farinhada
As ramas de jitirana
Acompanhando a estrada
E a lenha no fogão
Cozinhando a emoção
Dessa saudade chegada.


XIV
FM
Chorando, a cana caiana
na moenda vai sangrando
Sangue verde, puro e doce
lá no tacho borbulhando
Enquanto o melaço apura
pra se tornar rapadura
A saudade eu vou matando

XV
CB
Garapa escorrendo escura
Pra nossa boca adoçar
E mel fervendo no tacho
O ponto o mestre é quem dá
Alfenim e rapadura
Cachaça forte e segura
Pros “caba” se esquentá

XVI
FM
Que tempo bom, que saudade!
tanta coisa hoje é passado...
o sítio agora é cidade
O sertão foi transformado
simplicidade sumiu
a pureza se esvaiu
Hoje o mundo está mudado

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ESCOLA RISONHA E FRANCA - HOMENAGEM ÀS PROFESSORAS


ESCOLA RISONHA E FRANCA


Pra quem tem mais de 60
e ainda tem memória
vale a pena recordar
um pouco da nossa história
da meninada feliz
que teve tudo o que quis
nos tempos da palmatória


De manhãzinha bem cedo
A mãe acordava a gente
botava pra tomar banho
e um cafezinho quente
um sanduíche de queijo
uma fruta e mais um beijo
E a gente seguia em frente
No caminho da escola
encontrava a turma amiga
um sempre levava a bola
no recreio, sem intriga,
a gente se divertia.
atrás da bola corria
raramente tinha briga


Na bolsa de couro, antiga
iam os livros e o caderno
lapiseira, cola e tinta
tabuada, o meu inferno,
não aturava Gramática
e nem sequer Matemática
pensava que era moderno


Eu gostava de História
também de Geografia
em Ciências me virava
hoje o que eu mais queria
é que o tempo  voltasse
e essa rotina passasse
a ser o meu dia-a-dia

Minha cartilha rasgou-se
a farda virou um trapo
os sapatos já não cabem
da bolsa só um farrapo
minha farda desbotou
minha esperança acabou
da velhice eu não escapo..


A primeira professora
a gente jamais esquece
eu me lembro com saudade
e a lembrança me aquece
De Dalu e de Ceminha
Siluca e Dona Carminha
e elevo a Deus uma prece


Que Ele as proteja todas
que me deram acolhida
ensinando-me o caminho
do Saber que elucida
abrindo tantas janelas
que a luz entrando por elas
iluminou minha Vida

domingo, 11 de agosto de 2013

AO MEU PAI, COM CARINHO E SAUDADE

Frederico e eu, em 1970,
na minha colação de grau
Há três anos ele se foi.  Mas não sai um minuto sequer das minhas lembranças.

Tudo o que sou devo a ele.  Dele recebi os melhores ensinamentos. Com ele aprendi a lutar pelo crescimento moral e material.

Muitas, infinitas lições, meu pai Frederico me ensinou. A maior delas: o Amor.  Amor pela família, pela vida, pelo trabalho, pela seriedade, pelos semelhantes, pela Natureza...

Meu pai era Amor. 13 filhos testemunham, afirmam e reafirmam essa verdade todos os dias.


Meu querido Pai, sei que você nunca saiu de perto de nós. No que me toca, eu procuro vê-lo todos os dias no espelho. Quando me olho, vejo você. Não somente pela semelhança física. Vejo você no desejo que tenho de imitá-lo. De chegar ao menos a uma fração do que você foi nesta vida terrena, pois sei que você continua a me inspirar e vai continuar me inspirando até o fim dos meus dias.

Muito obrigado, meu pai.  Frederico, você foi, é e sempre será o meu Herói.
Tenho orgulho de ser seu filho.  É o único tesouro que jamais me roubarão !
Aceite, nos meus versos, minha homenagem pequena, mas sincera.


AO MEU PAI

Neste dia, por um lado, estou feliz
pelo outro, a tristeza me abate
A saudade, qual um rude alicate
vem deixar no coração uma cicatriz
Sombreada pela dor que tem matriz
na rutura de um amor que é tão bonito
Saiba, Pai, que ao partir pr'o Infinito
e deixando este teu filho sem guarida
"Dos heróis que já tive em minha vida
Você foi e será meu favorito"

(O mote grifado é de autoria do Poeta Hélio Crisanto, de Nova Cruz, RN.)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

MEMÓRIAS DO FSTUDIO - 13 - A MÚSICA DE FRED MONTEIRO EM "0 TEMA É FREVO"

Com o Mestre Capiba, apresentando a ele
o disco da Orquestra Cibernética do Frevo

Hoje me dei conta que o tempo está voando.  Pelo menos para mim.  Um dia desses, 1994, recomecei uma carreira que havia interrompido por força da necessidade de trabalhar na segunda profissão que escolhi. Larguei a primeira, aposentando-me aos 30 anos de serviço e abracei a segunda (que é a do coração...)  Fui ser músico e também compositor.  Músico de estúdio, é verdade.  Não tinha mais pique para tocar à noite, nem levar a vida agitada incompatível com quem tinha quase cinquenta anos e uma família pra dar conta.  Nesse embalo, criei meu próprio estúdio de gravação, e nele dava conta de tudo: produzia discos, tocava diversos instrumentos (toda uma base orquestral era feita por mim mesmo, com piano, violão, baixo, percussão, cavaquinho, viola de 10, banjo tenor..)  Fazia também arranjos musicais e até cantava minhas próprias músicas e às vezes (quando solicitado, a de outros compositores).  Nessa levada, passaram-se 18 anos. Chegaria aos vinte de bom grado, não houvesse saturado dessa rotina, agravada com os terríveis deslocamentos no trânsito infernal do Recife e também o excesso de concorrência com mini-estúdios domésticos, que aos poucos foi tirando o mercado dos estúdios pequenos e de médio porte.  Mas, não me arrependo de nada dessas quase duas décadas de atividade musical.  Fiz centenas de novas amizades e gravei de tudo.  De música popular pernambucana (frevo, forró, maracatu, ciranda) a samba, choro, dobrados e o que mais aparecesse. Inclusive rock e música gospel. Trilhas sonoras de vídeos e filmes, de peças teatrais, também fiz algumas.  Enfim, foi muito trabalho duro.  Mas no meio disso tudo, tinha ainda que divulgar o meu próprio trabalho de compositor e nisso me ajudou demais o amigo HUGO MARTINS, da Rádio Universitária.  Com ele na batuta do seu tradicional programa "O Tema é Frevo" gravei algumas séries " A Música de..." e ali contei a história de cada uma das minhas composições carnavalescas, já que o programa era temático, sobre o carnaval pernambucano.  Não pretendo aqui desfilar todas elas.  Seria enfadonho demais para vocês, eu acho.  Mas, a título de registro de como a coisa funcionava, posso mostrar agora dois trechos desse programa do Hugo.  Escolhi duas músicas que gosto muito.  Uma delas de um disco que marcou época em 1997, por ter sido uma novidade bem tecnológica em matéria de gravação de frevos.  Faz parte do CD "Cibernética do Frevo", nome que dei à minha Orquestra virtual, com instrumentos sampleados de computador.  
As pastorinhas do Bloco Flor da Vitória-Régia, com
Tatiana, minha filha,  levando o nosso flabelo
Esse disco foi muito bem aceito pelo público carnavalesco e me deu grandes alegrias (e também provocou alguma polêmica entre os mais conservadores, que viam nessa Orquestra Cibernética uma ameaça aos seus empregos, uma robotização da Música... coisa que nunca aconteceu, de fato).

Ouçam, então, as escolhidas:  Coração Recifense, frevo-canção semifinalista do V Recifrevo, gravado pela Cibernética do Frevo, com vocal de Ivanildo Silva.  E em seguida, de uma compilação de músicas que fiz e chamei de "Memória Musical", o frevo-de-rua Seu Bita Mais Elisa, uma homenagem a Beethoven e sua musa Elise.



CORAÇÃO RECIFENSE



SEU BITA MAIS ELISA

domingo, 4 de agosto de 2013

TIO ANTONIO, UM PADRE ESPECIAL

Em 1983, um casal muito querido na cidade de Ipu, no Ceará, celebrava suas Bodas de Ouro.
O médico José Evangelista (Dr.Gelista) e Dona Carminha estavam muito felizes, cercados pelos filhos e netos.

Um dos filhos chama-se Estanislau e carregava nos braços a filhinha Janaina, que viria a ser, mais de vinte anos depois, a minha nora. Por uma dessas coincidências inexplicadas da vida, o Estanislau vem a saber que um dos grandes amigos do seu pai, é o meu tio-avô: o Padre Antonio Monteiro da Cruz, jesuíta e educador, fundador do Colégio Cristo Rei, em Fortaleza e de quem já falei algumas vezes aqui no Blog. 

O Dr Gelista convidou meu tio-avô para participar da cerimônia das suas bodas de ouro, em Fortaleza.

Ano passado, o Estanislau presenteou-me com uma cópia da celebração desses 50 anos de um casamento feliz e profícuo. Muito mais que um mero vídeo, esse presente resgatou, para mim e para minha família, a imagem rara do Padre Antonio. Eu só tinha dele uma fotografia muito antiga que sua irmã, minha avó Maria Anna, havia me dado de presente anos atrás.
Passo então para vocês, familiares/leitores do Blog, esse registro em que Tio Antonio improvisa uma bela preleção ao casal. Nos quadros finais do vídeo, minha nora -então com 8 meses- e seus pais, Estanislau e Socorro.





terça-feira, 30 de julho de 2013

SABE LÁ O QUE É ISSO ?




Eu estava dando uma olhada no Facebook ainda agora, já madrugada, e me deparei com uma joia da nossa música: O Hino dos Batutas de São José.

Não na versão gravada por Martinho da Vila e depois por tantos outros artistas e grupos, a exemplo da Banda de Pau e Corda, do Recife que se tornou divulgada e conhecida em todo o País.

Mas, nenhum deles sequer conhecia a introdução original desse belo frevo-de-bloco de João Santiago, um dos nossos maiores compositores, que tantas outras joias nos deu de presente.

Foi quando Hugo Martins, o Baluarte do Frevo, o maior pesquisador do tema em Pernambuco, tirou do fundo do seu Baú de preciosidades, uma velha fita cassete de um ensaio do Batutas de São José e incorporou esse arranjo originalíssimo ao volume 3 da série O Tema é Frevo-Documento, produzida pelo Cemcape, que tem Hugo como Presidente/Fundador.

Tive a honra de participar de inúmeros volumes desta e de outra série de discos, gravando no meu estúdio e participando como músico dessas gravações.  Um trabalho como este do Cemcape somente terá o devido e incomensurável valor com o decorrer do Tempo, esse Juiz honesto que sabe valorizar o que é bom e esquecer o que não presta.

O vídeo/clipe foi editado pelo Maestro Hamilton Florentino, outro abnegado defensor dos nossos valores musicais. Ouçam, copiem e divulguem. É frevo em estado puro. É orgulho de nossa gente !

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ASA BRANCA - NOSSO HINO, SEMPRE !



Na vida (mesmo sofrida, numa seca cruel) como na morte
(essa perda de Dominguinhos incomoda), o nordestino tem
na Asa Branca (o pássaro e a música), o seu remédio.
Cantemos, dancemos, choremos, pois... mas sempre relembremos
nosso hino.  Viva Januário, Viva Gonzaga, Viva Dominguinhos!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

TRIBUTO A DOMINGUINHOS

Dominguinhos. o herdeiro musical do Rei Luiz
Tá é danado de ruim
aceitar sua partida
Sua vida tão florida
não pode findar assim

Pelo campo, ou na cidade
distribuiu alegria
sorriso de noite e dia
levou para a Eternidade

Vai deixar grande saudade
esse imenso sanfoneiro
e chora o Nordeste inteiro
perdendo a outra metade

Completando a Unidade
Dominguinho e Gonzagão
Chama que não mais se apaga
No eterno Céu do Baião



quinta-feira, 18 de julho de 2013

CORDELARIA MONTEIRO - AVISO AOS ACIONISTAS

Coloquei há algum tempo, um post sobre minhas pretensões de escritor, desde que tinha uns 10 anos de idade.  Não somente de escritor, porque pretensão pouca, como besteira, é bobagem.  Eu também quis, naquele tempo distante, ter a minha própria revista, editada na minha própria gráfica.  De verdade, mesmo, nunca tive.  De verdade, mesmo, nunca fui escritor.  E aí inventei este Blog.  Inventaria mais uns dez, se tivesse mais tempo, embora até que tenha algum, pois sou bi-aposentado (um dia vou ser tri, quando me aposentar de vez e for catar nuvem por aí, a serviço do Criador).
Eis que, de repente, não mais que de repente, realizei parcialmente meu sonho e fundei a Cordelaria Monteiro.  Meus acionistas compulsórios são vocês, leitores. 
Ainda bem que nesta nano-empresa o acionista não tem despesa alguma.  Só lhes custo um pouco de paciência pra me aturar e ajudar a alimentar esse sonho de menino.  
Mas, venho hoje prestar contas numa reunião completamente atípica, que já começou e vocês nem perceberam e termina daqui a uns segundos mais, sem que tenha havido nenhuma intervenção.  Ou seja: o ideal de toda reunião de condomínio seria isso. Sem pauta, sem convocação, sem hora certa pra começar ou terminar. 
A prestação de contas ?   Ora, já estava me esquecendo.  A Cordelaria Monteiro completou ontem a impressão do seu décimo folheto de cordel. E desta vez foi impresso como manda o figurino popular: capa em papel colorido e "miolo" em papel jornal legítimo e não-importado (nesta versão a capa fotografada é verde.)

 

Há também a versão já apresentada em amarelo.  Por que? Ora essa, queridos acionistas, vocês queriam coisa mais brasileira do que verde e amarelo?  Se - e quando - quiserem exemplares impressos das nossas edições, mandem um email para fred@proserima.com com seus endereços postais para que eu possa remete-los. E fiquem tranquilos.  Suas ações vão se valorizando na medida do tamanho da nossa amizade.  Apareçam, curtam no facebook (Fred Monteiro) e comentem, reclamando ou elogiando, na área de comentários abaixo. A Cordelaria Monteiro jamais dará prejuízo.  Nem lucro, também. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

AMOR VIRTUAL, AMOR DE MENTIRA


Os tempos modernos estão traindo as essência da vida. Nada, jamais, substituirá o sentimento expresso físicamente por seres apaixonados e reais. Nada justifica esta busca louca, irracional, por um substituto para o sentimento mais puro, mais essencial ao ser humano, que é o AMOR, real, verdadeiro, papável, físico. Robôs não amam, sequer simulam o verdadeiro amor. Essa mentira chamada “amor virtual” ainda vai levar muita gente aos psiquiatras reais. Lembrei-me agora da piada em que uma viúva comentava, ao pé do caixão do marido, com os três únicos amigos a comparecer ao velório:

- Mas ele tinha mais de 4.000 amigos no facebook !

No entanto, não tinha ainda surgido o quarto para sustentar a última alça do caixão…

Reduzo essa opinião a versos em décimas, abaixo.  Quem sabe vão compor com alguns mais uma pequena antologia de literatura de cordel que pretendo editar.


AMOR VIRTUAL, AMOR DE MENTIRA

Deve ser ruim a dor
dos que vivem agarrados
numas telas, nuns teclados
procurando o seu amor
acabou-se o esplendor
das estrelas, do luar,
dos amantes a buscar
sua razão de viver…
no “virtual” nosso ser
jamais vai se completar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

QUENGO DE BABUÍNO

O cérebro não é dividido em compartimentos estanques. Ninguém é metade imbecil e metade brilhante. Quem não governa sequer o que diz não pode governar um país. (Augusto Nunes, in "Direto ao Ponto", Coluna da Veja.com)


Há uma explicação para essa divisão encefálica, sim.

Pesquisa recente realizada em meus laboratórios cordelísticos revela a existência da “síndrome do quengo de babuíno”, uma afecção generalizada que impede que dois neurônios solitários se comuniquem para formar algo inteligível.


Charge de SPONHOLZ. Gentileza JBF

Eis parte do relatório que acabo de escrever sobre essa interessante descoberta:

Augusto Nunes previu
e acrescentou num instante:
"Não há metade brilhante.
com uma metade imbecil”
E pelo que já se viu
do que diz a “presidenta”
a gente não mais aguenta
tanta besteira falada
em discurseira inflamada
só a bobageira aumenta

**********

Pois eu acho, que é normal
o que essa tonta consegue
pensar como fosse um jegue
é um problema estrutural:
a matéria cerebral
(nessa dama eu descortino)
tem metade de intestino
com todo seu conteúdo
o outro lado queda mudo
num quengo de babuíno


(de Entrevista com Lobão: ‘É uma delícia provocar a fúria dos idiotas’)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

TU VAIS DE TÁXI, OTÁRIO ? POIS EU VOU DE JATINHO !

Tenho evitado deixar aqui opiniões políticas pessoais. Mas, diante do estado de estupor generalizado do nosso povo, com relação aos desmandos do atual governo, não posso deixar de me manifestar.  

É certo que já publiquei alguma coisa dando conta da minha indignação diante de tanto desmando de parte dos atuais governantes, em todos os níveis. (leia aqui e aqui)  .

O Brasil já não suporta mais tanto descaso e ladroagem.  Portanto, quebrando regras que impus ao Blog e traduzindo o que o povo reclama nas ruas, pedindo respeito ao nosso suado dinheiro, passarei a publicar com alguma regularidade que o tempo atualmente escasso me permite, alguns versos de cordel sobre os "pais da pátria" que se locupletam diuturnamente em "tenebrosas transações" (como diria o outrora engajado poeta Chico Buarque, hoje comodamente defendendo tudo o que contraria o desejo do nosso honrado e obreiro povo).

Então, vai aqui para vocês o que penso do penúltimo escândalo (o último chega já, já...) que os nossos políticos aprontaram: os vôos da já  pejorativamente chamada FAB-Tour.

Cortesia SINOVALDO (extraído do Jornal da Besta Fubana)
Ô Brasil, terra adorada
por político ladrão...
ô terrinha abençoada,
pra quem ganha u'a eleição
voando de cabo a rabo
nas asas do mensalão

****

Helicóptero e jatinho
se tornaram a solução
pra político mesquinho
viajar sem precisão
o povo "toma na jaca"
sem encontrar solução

****

É Lula, Cabral e Dilma
Henriquinho, Renan Calheiros
o país entrou no clima
pra torrar nosso dinheiro
e o que sobra vai pro cofre
pra corromper mensaleiro

****

O povo foi para a rua
protestou, saiu, berrou
e a cambada só "na sua"
não ligou nem desligou
muito mais "cara de pau"
essa quadrilha ficou

****

Só resta pra nossa gente
no dia da eleição
pegar a turma indecente
e vingar-se sem perdão
acabar sua mordomia
tirar-lhes desse "vidão"

***********

Vão ter que pagar imposto
vão ter que andar de "busão"
com o suor do seu rosto
vão penar pelo seu pão
e finalmente aprender
como sofre esse povão !

*****

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O CORSO E O LANÇA-PERFUME


Os trilhos do bonde ainda corriam pelo centro da rua de paralelepípedos.

Havia um certo charme europeu nas lojas de tecidos e confeitarias das ruas Nova e Imperatriz.

No carnaval era ali o foco do "corso", das brincadeiras, do desfile dos blocos, clubes e troças.

Fantasias para todos os gostos se faziam notar, vestidas por meninos e meninas, moças e rapazes dos quatro cantos do Recife.

As varandas dos casarões eram enfeitadas com muitas serpentinas coloridas e máscaras de papel.

Famílias residentes ou proprietárias de alguma loja ou casa de comércio tomavam conta das calçadas e dali viam passar o carnaval.

E nós participávamos disso tudo, quando Paizinho começava a preparar o Land Rover para o Corso.

Era uma festa pra gente. Paizinho tirava a capota do jeep, colava umas máscaras, serpentinas e confetes pela carroceria, abaixava o vidro dianteiro e então o jeep ficava no clima da festa.


Havia, aliás, quem retirasse o escape do carro ou botasse no final do cano um apito que era outra loucura carnavalesca.

Devidamente incrementados seguíamos para o centro da cidade.

Já na rua da Imperatriz, entrávamos naquela fila de carros enfeitados e igualmente barulhentos para "fazer o Corso", isto é passear pela cidade ao som de alto-falantes presos nos postes tocando frevo o tempo todo, orquestras de frevo em palanques ou a pé fazendo a alegria do povo que não parava de chegar e de dançar.

Das calçadas ou do meio da rua mesmo, jatos de lança-perfume, bisnagas com água, serpentinas, confete e talco, muito talco, marcavam a festa.

Nisso passávamos toda a tarde, entrando pelo início da noite, até que o Land Rover nos levasse de volta à Torre, exaustos mas felizes.

De brincadeira sadia e familiar, o Corso foi-se transformando, por força da perversidade de alguns, num desfile de maldades.

Começaram a surgir os casos de agressão explícita e incontrolada. Aos poucos, por volta dos anos 60, era quase impossível encontrar alguém de bom senso nesses desfiles outrora tão cordiais.

O lança-perfume passou a ser usado como droga; a água das bisnagas foi trocada por água de esgoto, quando não por urina e até ácidos; o talco foi substituído por lama ou graxa retirada dos feixes de molas dos próprios veículos... enfim, um circo de horrores logo proibido pela polícia, ora à força de portarias, ora ao poder dos cassetetes.

Deste tempo guardo uma imagem cruel: uma linda menina, dos seus 15 ou 16 anos, num grupo de garotas fantasiadas de japonesas, com coloridos quimonos de seda, sombrinhas de papel, flores de cerejeiras nos cabelos, foi brutalmente agredida por um "play-boy" que, pulando de um jeep azul, passou a mão embaixo do carro, lambuzando-a de graxa e incontinenti emporcalhando a fantasia da garota, o seu rosto e o seu cabelo.

Apesar dos gritos da moça, ninguém conseguiu impedir que o marginal voltasse ao jeep e, aos gritos, fugisse por uma rua mais vazia.

Perdeu o Recife, perderam as pessoas civilizadas, que sabiam fazer do carnaval um motivo de alegria e confraternização. Repetiu-se a História: voltou, em meados do século 20, o costume bárbaro do entrudo do século 19, já esquecido entre as traças das gavetas de alguma delegacia do Recife Antigo.

(Do livrode crônicas "Caçador de Lagartixas", Recife, Livro Rápido, 2008)

terça-feira, 25 de junho de 2013

LEMBRANÇAS DO INTERIOR



Nesses tempos de festas juninas bate uma vontade danada de voltar àqueles dias e noites de férias do menino da cidade passadas ora numa Fazenda em Lajedo, Agreste pernambucano, ora numa Usina em Camutanga, Mata Norte.


Férias esperadas, pelas lembranças das muitas brincadeiras, da vida ao ar livre, do carinho dos tios e primos.

Tempo bom, em que a única preocupação era esticar ao máximo aqueles dias e acordar cedo para melhor aproveitá-los.

Hoje, saudoso, trago aqui uns versos com o que restou desses dias maravilhosos, porque as lembranças têm que ser cultivadas, para não se transformarem em nada, para não caírem no vácuo do não-vivido, para não se perderem no caos.


MENINO DA CIDADE

Um cavalo rudado que eu montava
Quando ia de férias pra fazenda
Uma cana caiana na moenda
Se no engenho as férias eu passava
Pois urbano menino que adotava
O rural como sua diversão
Se  viver por ali era era a paixão,
O prazer,  a maior felicidade
Era triste a volta pra cidade
São lembranças que eu guardo do Sertão

***************

SÃO JOÃO NA ROÇA 

É a cultura nordestina
incendiando o sertão
lenha verde se estalando
na fogueira de São João
A quadrilha no terreiro
e a moçada o tempo inteiro
fazendo adivinhação

Essa festa é a melhor
de todas do ano inteiro
o povo se emociona
dando viva ao padroeiro
do Nordeste tão sofrido
mas que é o mais querido
desse povo brasileiro

******************

quarta-feira, 19 de junho de 2013

MEIA VOLTA, VOLVER...

Tendinite atrasando o blogueiro

Não, não tem nada a ver com comandos de marcha, nem ordem de desistir da caminhada. 

É somente uma re-avaliação de uma atitude que tomei dias atrás e que simplesmente, pelo que sinto, não agradou.

Tentei mudar o formato do blog, retirando alguns elementos que eu julgava que vocês não gostavam ou cuja existência seria desnecessária.  

Errei feio, pisei na bola.

Então volto atrás, passo uma borracha e começo tudo de novo.

Há blogs e blogs.  Alguns crescem, viram locais de discussão de qualquer ordem (política, variedades, arte, cinema, literatura, etc). 

Outros são, como lembrei um dia desses aqui, feito aquelas conversas de fim de tarde, na calçada de casa, ouvindo o barulho da meninada brincando na rua, as lâmpadas amareladas dos postes acendendo e a noite iniciando o seu reinado refrescado pela brisa de um Recife tranquilo e suburbano que não mais existe.

É para esse clima que voltamos, então.  Deixo o dito pelo não-dito, retorno tudo ao que era e seguimos em frente. Continuem gostando de mim e do blog, comentando ou não - e eu adoro quando vocês comentam, porque fico sabendo do que gostam ou não gostam. Então... é isso. Vamos em frente.  Sim... ia esquecendo... O Pros&Rima sai do ar.  Afinal, tudo fica como estava, não é ?
E, como se diz no facebook, apesar da foto lá em cima, "não curti" nada uma tendinite de mau jeito que está me tornando um "cata-milho" no teclado por uns dias. Mas isso é outra história.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

HORA DE AVALIAÇÃO

Meus queridos familiares, amigos, colaboradores, leitores, frequentadores e comentaristas.

Revendo estatísticas dos Blogs nesses quase dois anos e meio de atividade, notei ser ínfimo o percentual de comentários às postagens.  Entre outras razões, porque vocês que acessam esses nossos espaços se satisfazem com a leitura, a informação, o conteúdo, e isso é muito gratificante para mim.  

Mas noto que uma das principais razões é a dificuldade de postar os comentários, por conta da necessidade de abrir conta no Blogger, ou de ter conta por lá a não ser no caso de comentar como Anonimo.  

Por outro lado, a grande maioria das mensagens de retorno me é dada por e-mail. O percentual total de comentários no blog Sete Instrumentos é de apenas 1,78% (um vírgula setenta e oito por cento) e no Pros&rima 2,24 % (dois vírgula vinte e quatro por cento) diziam respeito ao conteúdo num total de 6,2 % de comentários. Não costumo definir marcadores (tags) para os assuntos que publico e no novo blog já não coloquei aquelas "seções" (a título de assuntos).  

Fiz essas considerações para dizer a vocês que -dando uma enxugada no visual dos blogs- resolvi dispensar a divulgação desses elementos que citei.  Então, a partir de hoje, ficam suprimidas as áreas de:

1. SEGUIDORES: é uma informação desnecessária. porque os leitores não-seguidores (isto é, os oficialmente incluídos pelo cadastro do  Blogger) são tratados pelo Editor com o mesmo carinho e recebem -todos, seguidores e não seguidores- avisos por email das atualizações.  Além disso, dos poucos seguidores oficiais, em número de 73, muitos ( a maioria, aliás) , sequer acessa o blog e muito menos mantém contato;

2. COMENTÁRIOS (qualquer comentário poderá ser feito, de agora em diante, diretamente para os meus emails fredcrux@gmail.com para o seteinstrumentos.com e fred@proserima.com para os relativos ao montefred@blogspot.com (pros&rima).  Quando os comentários forem dirigidos aos colaboradores, eu farei o redirecionamento para os emails dos mesmos;  

2. LINKS PARA OUTRAS POSTAGENS (as miniaturas que aparecem logo abaixo da postagem do dia), também foram suprimidos, porque são aleatórios, remetendo a postagens que às vezes não despertam interesse do leitor;  

3. MEU PERFIL (completamente dispensável, porque o próprio Blogger ou o Google o disponibilizam por completo aos pouquíssimos leitores que não me conhecem e visitaram essa área); 

4. CONTADOR DE VISITAS (apesar de ser um indicativo que poderá interessar  a alguns leitores, à imensa maioria o dispensará, por certo)  A sua utilidade só é realmente de interesse do blogueiro que, pelas estatísticas advindas dos seus números de acesso pode melhorar ou tentar melhorar o espaço, que é -afinal- o que estou fazendo agora.

Assim, espero que vocês continuem prestigiando nosso espaço e se comunicando com o Editor que, pessoalmente, continuará respondendo a cada um dos comentários que fizerem para os emails acima.

Mais uma vez, agradeço de coração a amizade de vocês e a atenção que dão aos Blogs. Um abraço especial para cada um de vocês !

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PACIÊNCIA É O SEGREDO - PÁSSAROS

Guriatã
Tenho um fascínio muito grande pelos pássaros.
Nunca de vê-los enjaulados para meu deleite.
Mas de sabê-los livres, voando e cantando, felizes.
Não me importa sua beleza, se bem que isso, acho eu, é uma constante na espécie.
Muitos animais foram agraciados pelo Criador ou, se quiserem, pela Natureza, com formas e cores especiais.
Mas, para mim, os pássaros, no reino animal, como as flores, no reino vegetal, são campeões de beleza e de cor.

Carcará
Uma das minhas alegrias é, diariamente, chegar à varanda ou à janela do meu apartamento, sempre com uma câmera pronta por perto. para observá-los e ouví-los cantar.
E eu tenho tido muita sorte. Comumente sou saudado por bem-te-vis, sabiás, sibitos.  Mas, vez por outra aparecem aqui pelo Poço da Panela outros habitantes provisórios dos galhos de uma azeitoneira bem em frente à minha janela. Uma variedade enorme, que eu jamais desconfiava existir no Recife poluído e barulhento de hoje. Já fotografei sanhaçus, maracanãs, gaviões, guriatãs, freis-vicentes, rolinhas, e ultimamente recebi a visita de um pica-pau.

Pica-pau carijó
De uma espécie que eu nunca tinha visto, bem diferente dos naturais dos cerrados, onde são comuns na Chapada dos Guimarães, na Chapada Diamantina, no Panatanal matogrossense... Quando eu tenho dúvida em classificá-los recorro a um grande especialista no tema, meu amigo Professor Galileu Coelho. Ele, pacientemente, me esclarece e me "passa a ficha" do indivíduo emplumado.
Espero melhorar a qualidade das minhas fotos, já que os "modelos" são bastante ariscos e desconfiados, adquirindo uma câmera com uma objetiva de melhor alcance e definição, já que a minha é bem precária para tanto e pretendo me dedicar melhor a  fotografar meus amigos alados.

Sanhaçu
Pois saibam que nesta Freguesia do Poço da Panela, outrora povoação suburbana do Recife, esses pequenos prazeres ainda são uma constante. E quem deles não usufruir, por certo estará perdendo ótimos momentos de alegria e contemplação.