quarta-feira, 25 de maio de 2011

TÁRTAROS, O FESTIVAL


A partir de hoje, vou publicar aos poucos crônicas do meu livrinho "Tártaros, os Seis do Recife", que escrevi para comemorar, em 1995, os nossos trinta anos de fundação.  O nome tem a ver, vocês já devem ter percebido, com "os quatro de Liverpool".  Não fomos apenas seis.  Passaram pelos Tártaros, depois que o grupo original se dissolveu em março de 1969 (qualquer semelhança com a dissolução dos Beatles foi realmente mera coincidência..), dezenas de excelentes músicos do Recife.

Portanto, aguardem muito mais desse livro que teve a extraordinária tiragem (copiada em meu computador pessoal, inclusive a capa por mim desenhada) de ... 6 (seis) exemplares, um para cada um dos componentes; Zé Araújo, Djilson, Walter, Didi, Raimundo Carrero e eu.

Divirtam-se !

"Não tínhamos quase nenhuma experiência de palco e encaramos de frente, em 1965 (setembro/outubro) o I Festival do Iê-iê-iê do Recife, no Teatro Santa Isabel.  Nos bastidores, discutia-se à boca miúda qual dos oito ou dez conjuntos presentes, afora mais de uma dezena de cantores e cantoras que concorriam à parte, venceria o concurso.

As preferências eram para The Silver Jets, quarteto liderado por Reginaldo Rossi, que imitava descaradamente os Beatles e, em seguida, para The Lords, grupo bem arrumadinho que, para variar, também imitava descaradamente os Beatles.

Nós havíamos ensaiado, salvo engano, umas canções do Roberto Carlos. Mas, na última hora, resolvemos inovar.  Faltando apenas uns dez minutos para a nossa entrada em cena, reviramos tudo: o único que permaneceu tocando o seu próprio instrumento foi o Djilson, o baterista, pois o Zé Araújo, contrabaixista, fez o violão-base; o Walter, guitarrista-solo, passou ao contrabaixo e eu, que fazia a guitarra-base, executei o solo.

A música (como esquecer?) foi "Consolação", de Baden Powell.  Pois é: uma bossa-nosa da melhor qualidade, num Festival de Iê-iê-iê ! A platéia, "puxada" pela nossa torcida (quase toda de alunos do Colégio Marista e familiares) surpresa pela mudança inesperada de planos e de gênero, aplaudiu para valer.  Tanto que, apesar de termos perdido o primeio lugar para os Silver Jets, ficamos com a medalha de vice-campeões e a simpatia, daí para a frente, de todo o contigente de fãs da bossa-nova e da música romântica do Recife.

Foi nesse Festival que marcamos (quase por acaso), a nossa linha de atuação, que mantivemos até o final: tocar qualquer gênero musical, do baião ao erudito, embora a intenção inicial do grupo fosse a de seguir a influência do Rock'n'roll.

Outro detalhe que marcou essa nossa apresentação, foi o despojamento.  Enquanto mudavam o cenário do palco, que continha elementos decorativos condizentes com o clima jovem do Festival (guitarras, fotos grandes dos Beatles e outros ícones, faixas coloridas, etc) pedimos ao pessoal do teatro para passar uma cortina no palco, deixando vazia a área frontal, exceto por um banquinho, onde sentou o Zé Araújo, um estrado, onde ficou o Walter e uma escada-tesoura, onde apoiei-me para, de pé mesmo, executar "Consolação".

Deu certo.  AfinaL, a gente nunca teve a pretensão de ser "Os Reis do Rock" ...

domingo, 22 de maio de 2011

LAST TRAIN TO CLARKSVILLE - THE MONKEES






É meio difícil faltar assunto neste blog, posso garantir.  O de hoje será sobre uma música do meu tempo de roqueiro. "Last train to Clarksville" foi um sucesso de um fantástico conjunto dos anos 60.  Numa contraofensiva ao rock dos Beatles que dominava o mundo naquela época, surgiu nos Estados Unidos um grupo de quatro talentosos jovens músicos com uma proposta semelhante à dos Beatles: um rock'n'roll de qualidade, aliado ao humor de televisão e uma massiva propaganda da sua marca.  Assim surgiram "The Monkees" que se aqui no Brasil não obteve o sucesso que teve no próprio país e em muitos países do mundo (não tanto quanto os Beatles, é claro !), preencheu muitos espaços e marcou presença com pelo menos duas músicas de ótima qualidade: Last train to Clarksville e I'm a Believer..   Eu estava há duas semanas atrás, numa aula de Inglês, com nosso excelente Professor Fernando Ramos, que nos trouxe letra e música dessas canções dos Monkees, como tema de classe.  Excelente a idéia do Fernando !

Além de fazermos uma imersão e estudo da letra, curtimos demais a lembrança dos bons tempos de juventude ouvindo e cantando esse sucesso.. A quem interessar possa, vão aqui um vídeo-clipe e a letra completa.  Uma história até comum por aquele tempo: um rapaz, provavelmente um recruta em véspera de viajar com a sua tropa, na certa para a Guerra do Vietnam telefona à namorada instruindo-a para tomar o último trem para Clarksville, onde ele a encontraria e onde poderiam passar uma última noite juntos, porquanto ele não sabia se isso seria possível ocorrer num futuro que lhe parecia incerto.

LAST TRAIN TO CLARKSVILLE

Take the last train to Clarksville,
And I'll meet you at the station.
You can be be there by four thirty,
'Cause I made your reservation.
Don't be slow, oh, no, no, no!
Oh, no, no, no!
'Cause I'm leavin' in the morning
And I must see you again
We'll have one more night together
'Til the morning brings my train.
And I must go, oh, no, no, no!
Oh, no, no, no!
And I don't know if I'm ever coming home.
Take the last train to Clarksville.
I'll be waiting at the station.
We'll have time for coffee flavored kisses
And a bit of conversation.
Oh... Oh, no, no, no!
Oh, no, no, no!
Take the last train to Clarksville,
Now I must hang up the phone.
I can't hear you in this noisy
Railroad station all alone.
I'm feelin' low. Oh, no, no, no!
Oh, no, no, no!
And I don't know if I'm ever coming home.
Take the last train to Clarksville,
Take the last train to Clarksville

sexta-feira, 20 de maio de 2011

DIÁRIO DE CORREDOR - PARA AFERIR O PROGRESSO





Nunca foi bom em Matemática.. Eu me virava, nem sei como, pelo Ginasial.  Como queria fazer Direito, cursei o Clássico (hoje seriam Humanas). Livrei-me assim de uma só vez de alguns fantasmas terríveis, como Física, Química, Trigonometria e outras coisas que não me entravam pelo cocoruto.  Mas, alguma coisa sempre você tem que utilizar, em que letras são substituídas por números.  É a linguagem da vida se metamorfoseando em valores, sejam financeiros, de avaliação, de equiparação, sei lá..  Valores numéricos são símbolos primordiais na civilização e você termina tendo que lidar com eles.  Eu preferia que não fosse assim.   Mas, desde os pré-históricos que mantinham seus calendários riscados na pedra contando luas e colheitas, até os "managers" de Wall Street, muito número rolou por esse mundo velho sem fronteiras.  Enfim, o Universo é Matemática pura ! No Esporte não seria diferente.. Em treinamento esportivo temos que nos basear nos nossos números particulares para melhorarmos ritmo, resistência e velocidade.  Somente com uma observação constante de certos valores numéricos isso é possível. Eles se referem -principalmente- a: frequência cardíaca, ritmo, distância percorrida e o próprio peso corporal.  Tudo isso está mais do que relacionado, os números se entrelaçando numa equação simples, porém aparentemente indecifrável para quem não gosta de lidar com eles.  Portanto, à medida em que o corredor evolui, se ele anota seus números e os acompanha com cuidado, vai verificar que, na medida em que ele melhora seu condicionamento, sua frequência cardíaca basal e o seu peso corporal diminuem em proporção inversa ao aumento do ritmo de corrida e das distâncias percorridas. É muito importante que se observem também fatores  subjetivos e objetivos que interferem no treinamento, como:  indisposições, pequenas lesões de estresse, condições físicas gerais, condições do percurso escolhido, topografia, temperatura, etc.  Um treino pode ser perfeito num determinado dia e no mesmo percurso e terrível no outro.  Basta a umidade do ar, o aumento anormal da temperatura, uma gripe mal-curada, uma entorse de que descuidamos no dia anterior, um estado emocional
conturbado por algum problema doméstico ou profissional, para estragar a melhor das corridas.  Para tudo isso, não há nada melhor do que anotações diárias desse desempenho geral.  Se você mantém um "diário", vai ter muito melhor condição de se observar do que um corredor que não o mantém. 

Aprendi, com  Ayrton Ferreira, corredor baiano, veterano e muito competente, a anotar tudo que se relacionasse com meus treinamentos e fiz disso um hábito diário, tão constante como vestir o calção, amarrar os sapatos e sair correndo pela madrugada. Durante 11 anos, os mais produtivos dos meus mais 28 de atividade constante, anotei religiosamente  os valores de cada treinamento e competição realizada.  Com isso constitui uma ótima base de dados que ainda hoje guardo como um dos troféus importantes que consegui na prática da corrida.  Hoje dispomos de programas e tabelas pre-moldados em softwares dirigidos a corredores de todos os níveis.  No meu tempo de iniciante, 1983, não havia nada disso, que fosse do meu conhecimento.  As anotações era em papel mesmo e a sua interpretação idem.  A partir desses dados  desenhei gráficos para um período de 36 meses de autoavaliação, em três fatores que me interessavam: frequência cardíaca basal, distância e ritmo. Coisa simples, somente para entender mesmo o porque dos resultados muito bons que eu obtive com a corrida. Passo para vocês agora uma amostra do meu "diário de corredor" e desses mal-desenhados gráficos.  O primeiro volume do "diário" foi o próprio livro do Ayrton Ferreira.  O segundo mandei fazer numa gráfica de um amigo, com tabelas idênticas às do livro original.  Claro que hoje há maneiras mais fáceis de se manter essas anotações.  Mas as minhas, eu garanto, nunca sofreram com o surgimento de vírus, "bugs" de softwares, queima de HDs e outras mazelas eletrônicas. O papel dos livros está amarelado pelo tempo, mas as anotações estão lá, testemunhas dos meus progressos. Escolhi aleatoriamente 2 páginas desses diários para comentar. 

Abrindo a tabela 01 , vocês poderão observar o treinamento de um iniciante, com um ano de corrida, quilometragem baixa e tempos ainda muito abaixo do exigido para me considerar um corredor razoável.  Depois de uma corrida de 9,2 km num ritmo de 5,25/km, por exemplo,  tive um resfriado por dois dias, apesar de fazer uma recuperação..e já vinha sentindo dor no tendão dois dias antes..típico de iniciante, mesmo.


Na tabela 02 (quando já tinha alguma experiência) nota-se um ritmo bem melhor e mais regular (correndo 12 km x 2 no final de semana a um ritmo de 4,35/4.40) no tempo de  55 a 58 min..e a frequência basal chegando até 38 bpm .. se bem que geneticamente eu fui privilegiado.. na época pesava 63 ks, para 1,78 altura.

No gráfico 02 podemos acompanhar o aumento da quilometragem da minha época de maratonista iniciante (a primeira maratona em 1985) numa mínima de 80 km mensais  e máxima de 280 km mensais, em finais de período de treinamento. No gráfico 01, a queda bastante acentuada dos tempos para os 10 km (entre 54 min de 1984 a 39 min em 1987.. nas últimas anotações  que tenho cheguei a correr os 10 km para 37 minutos). O gráfico é inversamente proporcional ao aumento da quilometragem.. No mesmo sentido, inversamente proporcional à melhoria de ritmo e aumento de quilometragem é a queda acentuada também da frequência basal, indo de uma média de 56 bpm em 1984 até uns 40 bpm em 1987, como se vê no Gráfico 03.


Uma última tabela resume minhas últimas competições.. ao todo foram 62, entre dezembro de 1983 e outubro de 1991. Desde uma corrida de 2km que terminei em 6min13 segs (ritmo de 3min06 segs p/km) até o meu melhor tempo na Maratona, de 3hs49min, curti com muito prazer e continuo curtindo até hoje, esse esporte maravilhoso que é a corrida rústica ! Por tudo isso, considero de vital importância anotar tempos, percursos, sentimentos durante e depois da corrida, tomar a frequência basal (antes de levantar da cama para o treinamento), anotar tempos de treinamento, de competições, etc.. Claro, tudo isso sem estresse, tornando-se um hábito como de resto a corrida se torna um hábito e automatizamos todas essas coisas.  Relembrar, muitos anos depois, de tudo isso, é estender o prazer e colher os dividendos do que plantamos por toda uma vida sadia. Espero que estas lembranças sejam úteis, de alguma forma. E boa corridas para todos !

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MISTÉRIOS DA PEDRA DO INGÁ





Um dos lugares intrigantes que a gente pode visitar no Brasil está bem próximo ao Recife. Faz parte do cenário dos Cariris Paraibanos, região de belas paisagens serranas que alternam a vegetação da mata e da caatinga com muitas formações rochosas e alguns rios e riachos, perenes ou não. Já falei sobre ele aqui.

Entre João Pessoa e Campina Grande, as duas maiores cidades do Estado da Paraíba, está um dos pontos de atração ao turismo. Arqueologia, mistério e apelo ecológico se misturam no município de Ingá do Bacamarte e no entorno da famosa Itacoatiara do Ingá.

Blocos imensos de pedra, o maior deles medindo cerca de 27 metros de comprimento por 3 de altura, completamente recobertos de inscrições gravadas na rocha dura, formam um paredão para lá de enigmático. 

Dezenas de livros já foram escritos sobre a origem da Pedra, atribuindo-lhe os mais diversos meios de gravação. Ora os povos pré-históricos que habitaram o lugar teriam gravado seus símbolos através do uso de madeira molhada e friccionada com areia por sobre a superfície da pedra, ora fenícios teriam aportado no Brasil e deixado no Ingá sinais de sua passagem, descrevendo rotas, mapas, calendários, figuras rituais, ora teriam sido seres extraterrestres vindo de galáxias distantes que insculpiram com alguma espécie de laser representações das suas naves, mapas estelares e outros misteriosos signos
.
Os arqueólogos, mais céticos, simplesmente levantam suas hipóteses acadêmicas situando a Itacoatiara como mais uma das muitas ocorrências do entorno, sem tantas preocupações filosóficas ou sensacionalistas sobre o assunto.

De minha parte, nas três ocasiões em que lá estive, ficou a admiração pela paisagem do lugar, pelos caprichos das civilizações que por ali passaram, pelos mistérios que o cercam. E ficou também uma grande preocupação: em cada uma das vezes que visitei a Itacoatiara, surpreendeu-me o estado de abandono, até de desprezo por essa nossa herança, constituída de um monumento único no mundo, de capital importância para um estudo sério e criterioso sobre sua real origem.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

O PAPEL DAS BANDAS DE MÚSICA (LIVRO DE RENAN PIMENTA)

Um livro que estava fazendo falta na estante de qualquer pernambucano e brasileiro que admire a boa música e em especial a música orquestrada.. Longe de ser um gênero ultrapassado e destinado a um determinado público, a música executada pelas bandas vai até o mais íntimo da nossa formação.  Tanto a dos mais velhos que ainda alcançaram as retretas dominicais, os desfiles cívicos, as solenidades seculares e religiosas, enfim todas as ocasiões em que as bandas saiam às ruas para emocionar o povo com o som dos seus metais, o garbo dos seus desfiles e principalmente a qualidade do seu repertório, como os mais novos que ainda hoje escutam e se apaixonam por um dobrado de John Philip Sousa ou Antonio do Espírito Santo, um frevo de Levino Ferreira ou de Zumba, uma valsa, uma mazurca, uma polka, um maxixe.. Todos os ritmos, incluindo as solenes marchas de procissão, tão brasileiras e tão maravilhosas, na sua harmonia rebuscada e no seu estilo único.

Renan Pimenta conhece profundamente o assunto. É, além de tudo, o maior incentivador do movimento pela preservação das bandas e da sua música. Fundou e dirige a Federação das Bandas de Música de Pernambuco, que congrega quase duzentas Bandas ainda em atividade no nosso Estado.  Renan tem formação sólida: é sociólogo, professor, membro de inúmeros órgãos de pesquisas relacionados à área da cultura, escritor, jornalista, enfim um homem dos sete instrumentos ( e por isso está aqui).  Recomendo com todo o entusiasmo que vocês leiam esse livro, de preferência ouvindo uma banda de música da qualidade, tocando um dobrado daqueles que nos remete à infância e aos tempos de escola, como o "Cisne Branco", de Antonio do Espírito Santo.


http://www.seteinstrumentos.com/2011/03/um-pouco-mais-do-mestre-sousa.html#links

segunda-feira, 16 de maio de 2011

008 EM BUSCA DA BARCA PERDIDA



Hugo Martins, o “Paladino do Frevo”, segundo o médico e compositor Paulo Fernando, é também um mestre do humor, da sonoplastia e criador de tipos hilários para cinema e tv, a exemplo de muitos personagens que apresentou ao Chico Anysio, em seu começo de carreira.

Hugo escreveu muito também para novelas de Rádio, tendo criado, em vídeo, o detetive 008, um Agente mais que secreto, trapalhão e meio maluco.  Realizou, com esse personagem, uma série de 3 vídeos (O Homem que descobre tudo, O Caso do Guarda Napo e O ET de Dona Varginha).  

Depois desses, pediu-me que escrevesse e produzisse o Quarto Episódio da série usando o seu personagem 008,  seu  Assistente Aniceto Pinguela e a Secretária Inalva Gina dos Santos.  Deu-me carta-branca para criar todos os demais personagens e fazer o enredo que bem entendesse.

Pois bem..  Mantendo o clima de deboche que norteia a Série do 008, pus mãos à obra e criei uma história muito doida envolvendo o irmão-gêmeo de 008, um arqueólogo chamado Imburana Gomes, uma dupla de terroristas, uma cigana que se comunicava com o ET do último episódio no seu centro espírita e outros malucos que tais. Na verdade, tudo isso pra fazer uma grande gozação com “Indiana Jones” e seu seriado, do qual, por sinal, sou fã.. Aliás, 008 tem seu tema musical por mim composto e executado, com a participação extraordinária do Maestro Edson Rodrigues num solo-improviso de sax-alto, em grande estilo.

Nesse trechinho de vídeo que aí vai, a música-tema de "Imburana Gomes", é uma composição e arranjo sinfônico do meu filho (também saxofonista, flautista e pianista) Enrico Monteiro: A Marcha da Barca Perdida..

O vídeo teve lançamento (no Teatro Apollo), com direito a coquetel e noite de autógrafos de todos os atores, atrizes e equipe envolvida.  Uma noite de muito humor e amizade! 

Montei nesse pequeno vídeo que acompanha este texto, um trechinho que gosto de rever, de um diálogo entre os terroristas Omalah-Al-Guidar  (Paulo Fernando) e o soturno Professor Etelvino Malagueta, vivido por Samuel Valente.  Curtam aí e aguardem novidades.. Hugo está preparando o quinto episódio da série, que provavelmente eu vou editar e montar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

FREVO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO

Um projeto cultural fantástico para Pernambuco, este representado pelo livro e CD ROM que acabo de ler, e que me foi enviado pelo amigo Gustavo Paz, que faz parte da equipe da Casa do Carnaval, órgão vinculado à Prefeitura do Recife.  O livro detalha toda a organização que precedeu ao produto final, um CD ROM com partituras digitalizadas de frevos-de-rua, de bloco e frevos-canção, pertencentes ao acervo da Casa e que estavam, a maioria delas, em precário estado de conservação.. Técnicas avançadas foram utilizadas para trazer de volta este acervo, depois digitalizado e reunido nessa mídia .

Sem dúvida nenhuma um grande passo para recuperarmos a história do nosso ritmo maior e perpetuá-la na memória de todos.

O projeto conta com a supervisão musical de um grande nome da música pernambucana, o Maestro Edson Rodrigues, ele mesmo um compositor de sucessos inesquecíveis como o histórico frevo "Duas Épocas" e ainda de outro excelente musicista da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, o clarinetista e compositor Erilson Oliveira.  De parabéns toda a grande e operosa Equipe que trouxe à tona esse empreendimento de grande valor para a nossa cultura.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

VAMOS DANÇAR CIRANDA !

Nunca mais ouvi falar em ciranda...   nem em Dona Duda do Janga , com sua ciranda, nas noites de luz e de lua.. ou em Lia de Itamaracá, com seu sorriso aberto e seu dançar feliz..   E, de repente deu uma saudade daquela brisa, daquelas palhoças, do caldinho de peixe, da agulha frita, das rodas de ciranda nos anos 70, tão em moda, que atraiam turistas do Brasil inteiro e onde a gente se irmanava numa grande roda a cantar e dançar noite/madrugada adentro.. Inspirado nessas noites e nesse ritmo tão gostoso e tão praieiro, escrevi uns versos que agora passo pra vocês.

CIRANDA DO MAR DA VIDA

Sou cirandeiro por destino e sorte
no mar da vida nasci pescador
Se na jangada eu desafio a morte
No coração eu vivo sem amor

(Ah, morena, dos olhos verdes do Mar
Tu não tens pena desse jangadeiro ?
Sem rumo e Norte ele vai se afogar..)

No Mar da Vida tem areia e água
e só tem mágoa quem não sabe ver
Mas na ciranda eu vou tirando loa,
pois a vida é boa e é pra se viver

Sou cirandeiro por destino e sorte
No mar da Vida sei que vou morrer
Enquanto isso eu vou tirando loa
Pois a vida é boa e é pra se viver

Musiquei logo em seguida esta ciranda, que gravei acompanhando-me ao violão, com o arranjo brilhante do trompete de Bruno Dias e a percussão do Mestre Márcio Carvalho, do Maracatudo Nação Camaleão, um dos melhores e mais autênticos grupos do Recife e Olinda. Fazendo coro comigo, a voz mais linda do Recife, que só podia ser a de Tatiana Monteiro, minha filha querida e companheira de arte.   Posteriormente, num arranjo mais livre, foi gravada pela extraordinária Maria DaPaz, que fez um pot-pourri da minha ciranda com uma toada belíssima de Dorival Caymmi, "Morena do Mar".. Essa gravação é a primeira faixa do CD "Da Cor Morena" de Maria DaPaz, uma das vozes mais doces e afinadas do Brasil..  Deixo abaixo, para vocês conhecerem (ou relembrarem) o áudio com a minha gravação e o link para um vídeo com um clipe de show de Maria DaPaz, a querida Pazinha, dando um banho de voz e de interpretação.









quinta-feira, 5 de maio de 2011

O VALE DO CATIMBAU E O SEU PROFETA "MEU REI"

Estivemos no Vale do Catimbau em 1993, quando ele não era ainda esse Parque Nacional hoje conhecido e difundido pelo Brasil e pelo mundo afora.  Nessa vida de viajantes, desde as primeiras  aventuras  de “camping selvagem", como era conhecido o nosso lazer aventureiro, viajávamos desfrutando ainda de um Brasil meio desconhecido.  Tanto assim é que -em 1988 - a primeira vez que visitamos a Chapada Diamantina, sequer havia um Hotel por lá. Acampamos numa área particular completamente improvisada, que hoje é conhecida como Camping da Lama...  Já em 1990, quando voltamos, além de um esboço de uma Associação de Guias da Chapada, começava a ser construído um pequeno hotel (no qual nos hospedamos) chamado “Pousada Canto das Águas”.  Agora em 2010, terceira viagem à Chapada Diamantina, verificamos que o “Canto das Águas” é um ótimo Resort, muito bem decorado e com a localização fantástica que tem desde o início da sua construção e que lhe justifica o nome.
No Vale do Catimbau também foi assim.. Não havia nada além de um pequeno convento de freiras, que oferecia pouso às pessoas que se aventuravam para  conhecer a região.  Nunca mais estive por lá (pretendo voltar). A beleza agreste do lugar convida à meditação e os seus horizontes recortados por pedras e morretes  dão uma intensa sensação de paz e comunhão com a natureza rústica do lugar. Uma figura humana de grande carisma marca toda a história do Vale do Catimbau.  Tive o prazer de conhecê-lo, de conversar com ele por um dia inteiro, de ouvir suas histórias fantásticas, de admirar a sua tenacidade de levar adiante suas idéias para a construção de um mundo mais justo e pacífico.  


Estou  falando de “Meu Rei”, um místico, um profeta, um ser humano muito digno e admirável. Disse-me, na ocasião, ter 113 anos de idade.  Morreria em 1996, aos presumíveis 116 anos.  Construiu, para a sua Comunidade, uma enorme casa com vários pavimentos, onde armazenava em imensas cisternas recobertas com grossas pranchas de madeira, um verdadeiro tesouro aquático.  Milhões de litros d’água estariam armazenados por ali. Em cada cômodo, dos pavimentos subterrâneos aos térreos e superiores, que visitei guiado por ele, havia cisternas cheias do ouro líquido tão necessário à vida naquela região inóspita.  Seus seguidores, dezenas deles, viviam na Comunidade, observando os preceitos e regras de respeito à Natureza, de amor ao próximo. 

Recomendo, aos interessados, um vídeo em duas partes, postado no YouTube pelo
documentarista Luca Pacheco, com fotografia excelente de Nildo Ferreira  
(primeira parte aqui) :    http://www.youtube.com/watch?v=kJrwHPIufAc  
Vale a pena conhecer a história do Profeta do Vale do Catimbau !

quarta-feira, 4 de maio de 2011

15 ANOS DA ORQUESTRA CIBERNÉTICA DO FREVO






Ouçam aqui O TOM É ESSE,  de Fred Monteiro Filho

Lourival Oliveira
Em Setembro de 1996 tive uma idéia que somente consegui realizar em inícios de 1997. Era o embrião do que eu chamava do meu projeto do "frevo cibernético". As dificuldades de produção musical nessa época, para quem fazia música popular no Recife eram imensas.  O preço dos estúdios era proibitivo.Havia pouquíssimos estúdios de gravação no Recife, diferentemente de hoje, quando justamente a abertura  para mesas de gravação e softwares de edição musical digital multiplicaram por mil as possibilidades de qualquer músico ter seu próprio home-studio e assim gravar em casa mesmo, na maior parte dos casos, as suas músicas. O uso do computador na música expandiu as fronteiras da criação e da possibilidade material e econômica de gravarmos nossos trabalhos sem mais aquela dependência total dos grandes estúdios.  Até hoje conservo o meu pequeno estúdio digital e nele tenho produzido trabalhos de certa relevância no contexto da música pernambucana, em especial do frevo-de-bloco. 
Capiba
Maestro Duda
Gostaria de dividir com vocês, neste espaço, na ocasião em que comemoro os 15 anos da CIBERNÉTICA DO FREVO um dos trabalhos que inclui no primeiro CD do gênero, que eu tenha conhecimento.  É o frevo-de-rua que vocês podem ouvir aí em cima, de autoria do meu filho, o excelente compositor Fred Monteiro Filho.  O arranjo é de Edson Cunha e o arranjo sinfônico das cordas é do meu filho caçula, também músico e compositor Enrico Monteiro. CIBERNÉTICA DO FREVO foi totalmente digitalizado desde a capa até todos os instrumentos tocados no disco.
A capa também foi uma criação digital em 3D


Somente as vozes dos cantores e cantoras são humanas, nesse cd, fato que causou apreensão entre os músicos locais, coisa facilmente superada e explicada em várias entrevistas que concedi a jornais, rádios e emissoras de tv, à época.   Aberto o caminho, desde então, o uso dos computadores em estúdios de gravação tornou-se não somente uma necessidade.. Foi uma imposição mesmo!    A qualidade inegável do som digital começou a transparecer, e o que era  um instrumento rudimentar no meu disco pioneiro, tornou-se, com o tempo, mais sofisticado com a modernização cada vez mais evidente dos samplers, do instrumental de estúdio, dos  softwares, enfim, de toda a parafernália eletrônica que hoje substitui pesadas e caríssimas mesas de gravação analógica, colunas de gravadores de fita e seus respectivos sincronizadores, módulos de efeito volumosos, etc.   Sei que estou levantando ou reacendendo um debate que se instalou entre os que adotam a gravação digital como padrão, sejam meus contemporâneos ou gente que aderiu mais tardiamente à novidade..   Há sempre os saudosistas do gravador de rolo de fita desde os antigões de apenas uma ou duas pistas, com fitas magnéticas de 8 mm, aos antigões de 4 , 8 ou 20 pistas com aquelas largas fitas magnéticas de 2 polegadas que partiam, enrolavam e davam tanta dor de cabeça na hora da edição e montagem das matrizes.  Da mesma maneira, há saudosistas que ainda lutam contra o som digital de altíssima definição, preferindo os bolachões de vinil ou os discos de acetato e cera de carnaúba em 78 rpm..  Eu os respeito, ouço sem discutir as suas manifestações acerca da "quentura" do som analógico e  fico calado, somente pensando em ouvir, depois daquela conversa toda um bom cd sem chiados.. (E, aqui pra nós, eles também, no silêncio das suas salas, não hão de querer ouvir um disco chiado, não.. a não ser que sejam fánaticos mesmo !)  Aliás, prefiro os vinis e 78 rpm já remasterizados digitalmente, porque na verdade, desde pequeno nunca fui fã de uma audição musical  em  que  a  chiadeira do disco  superasse  aquele  "pianíssimo"  delicado de um violino num solo plangente de um certo trecho de uma Sinfonia.

sábado, 30 de abril de 2011

SALVE O 1° DE MAIO !

Um dia especial ?   
Demais ! Mas, por quais motivos ? 
Nunca foi para nós o "dia do trabalho".   
O 1° de maio, para nós, filhos de Maria Monteiro da Cruz, é o dia DELA !  O dia da nossa querida. Da Mãe mais amada e mais BELA !
Procurei muito, nos meus arquivos por esta foto.  Era a sua foto preferida. Tinha então o frescor dos seus 18 anos e a beleza que sempre teve. Desde pequenininha.
Um sorriso aberto, franco, lindo..A pureza no olhar, no gestual. O amor no coração, que transbordava nas atitudes e no carinho por nós filhos e por todos que a cercavam.
Maria, minha mãe, Maria nossa mãe.  
Sempre nos nossos corações. 
FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA LINDA !

quinta-feira, 28 de abril de 2011

URSO MALUVIDO ROUBA A CENA !!

Já disse aqui que gosto muito de cinema.  De ver e de fazer.  O vídeo (desde o velho VHS, o VHS-C, o Video-8 e agora o vídeo digital) trouxe solução para problemas imensos para os amadores que gostam de filmar.  No tempo do Super-8, que já foi uma abertura muito grande para o mercado amador, a gente penava com o preço dos filmes (películas), do seu processamento (em diapositivo, o que impedia cópias de qualidade e baixo preço) e do monopólio da Kodak que fez um estrago tremendo mandando e desmandando nesse mercado, até simplesmente destruí-lo.   E assim muitos sonhos foram por água abaixo.  O vídeo VHS (bendita Panasonic PV-200) nos fez retomar esses sonhos. Pois bem... Eu estava fazendo um "documentário" em vídeo (ainda video-8) depois transcrito para DVD, e quando estava para terminá-lo cedi à tentação global de gravar os chamados "melhores momentos", na verdade os erros de gravação.  É o tipo do humor bobinho, mas que todo mundo gosta.. Afinal brincadeiras e erros dos outros sempre nos divertem (foi assim que Chaplin conquistou o mundo, com suas quedas e maluquices propositalmente desajeitadas).  Então, sem mais "filosofadas" cinematográficas, vejamos aí o resultado das intromissões do "Urso Maluvido" nas gravações de Tatiana... A música começa com a introdução de "No tempo do Cinema Mudo", de minha autoria, e continua com um rag-time muito legal.  O piano é da famosa concertista Elyanna Caldas.  Um luxo só !



terça-feira, 26 de abril de 2011

IRRACIONAIS, MAS NEM TANTO (MEUS AMIGOS ANIMAIS)

maria-farinha (bitingui-al)

Tenho pra mim que os animais, por serem irracionais, são mais fotogênicos que os humanos. Não posam, não fazem nada a não ser serem eles mesmos. 

Se por acaso são flagrados em uma atitude qualquer, é porque isso é da sua natureza. Não podemos querer -nem jamais vamos ter- um sorriso de um animal, muito menos uma atitude de vaidade, um olhar provocante, ou coisa que o valha..  



jabuti (pantanal sul)



garça (florianópolis-sc)


onça pintada (foz do iguaçu-pr)
urubu (bonito-ms)

Isso eles deixam para os humanos que, quando gostam de ser fotografados - e praticamente todos gostamos - exageram nos cuidados para "sair bem na foto" (e viva a tecnologia digital que ajuda aos fotógrafos de todas as categorias possíveis, do mais ingênuo amador ao mais sofisticado profissional, a economizar uma barbaridade em filmes, papéis e produtos químicos, buscando "aquela" pose definitiva e aprovada pelo sujeito fotografado)..

Compete a nós humanos fotógrafos, portanto, conseguir flagrar aquilo que consideramos uma "pose animal" digna de ser mostrada, copiada e divulgada.

tucano do bico verde (foz do iguaçu-pr)
Essas minhas, por exemplo, de um amador esforçado, jamais figurariam numa revista especializada, tenho certeza.  Mas, como gosto muito desses companheiros de jornada terrena, é o que eu tenho conseguido fazer para guardá-los na minha memória.  
ararajuba (foz do iguaçu-pr)

FLOR DA VITÓRIA-RÉGIA, UM BLOCO, UMA SAUDADE




Um dos melhores momentos da minha vida foi o dia em que nossa família decidiu fundar um Bloco Lírico para sairmos no carnaval de Casa Forte.  Para quem não sabe, Blocos Líricos são aqueles que vão às ruas do Recife cantando marchas-de-bloco, também chamadas de frevos-de-bloco, que têm uma letras bem elaboradas, cantadas por Coral feminino.







Moças e senhoras com lindas fantasias são acompanhadas por uma Orquestra chamada de "pau-e-corda", porque é formada por violões, cavaquinhos, bandolins e violinos, que dão sustentação a instrumentos leves de sopro como flautas, saxofones e clarinetes..









Por outro lado, a Praça de Casa Forte, com suas vitórias-régias, foi o cenário da minha infância e adolescência.  Nos jardins projetados pelo Mestre Burle Marx brinquei quando criança, fiz serenatas quando adolescente, passeei com meus filhos pequenos, e hoje é pista para minhas reflexões, caminhadas e corridas vespertinas.





Nesse cenário bucólico, o Bloco nasceu (em setembro de 1998) vingou, cresceu e sete carnavais depois foi fazer parte da História dos Blocos e do Carnaval do Recife.  Costumo dizer que o Bloco Flor da Vitória Régia não feneceu, não acabou, não foi extinto.  Ele vive nos corações dos que o sonharam, dos que o fundaram, dos que se divertiram em seus cordões, cantaram em seu Coral, tocaram na sua afinadíssima Orquestra.  E viverá para sempre na nossa memória, por tudo o que representou para nós e para todos que dele participaram.

Relembrem, participem e matem a saudade dos nossos desfiles pela Praça de Casa Forte e da nossa homenagem a José Mariano, no histórico bairro do Poço da Panela.  O Flor da Vitória Régia agradece de coração a todas as queridas pastorinhas e músicos que fizeram juntos conosco os melhores Carnavais da nossa vida !

Aqui o link do vídeo:  http://www.youtube.com/watch?v=_KVR5nzLfk0

As fotos deste post são de autoria do conhecido fotógrafo dos blocos do Recife: EUDICE

sábado, 23 de abril de 2011

WHEN I'M SIXTY FIVE

Uma das mais interessantes músicas dos Beatles, pra mim, é um rag-time muito legal.
Rock de garagem em 1965.  Eu sou o 4° da esq para a dir
nos bons tempos dos Tártaros: guitarra, órgão e sonhos juvenis !
When I'm sixty four relata as expectativas futuras do autor e intérprete Paul Mc Cartney, suas incertezas quanto ao que poderá acontecer depois que tiver 64 anos.. Recados para a sua companheira, perguntas, sugestões do que fazer quando estiverem velhinhos..ou pelo menos na idade em que ele considerava, à época da composição, o que fosse ser um "velhinho" de 64 anos.. Aí eu me ponho a pensar: e hoje que ele já passou alguns anos dessa idade, o que ele acha de ter, digamos 65, feito eu?  Certamente vai considerar que se enganou e que ter 64, ou 74, ou 84, não o impede nem impedirá de fazer praticamente tudo quanto fazia naquele verdor dos anos em que se encontrava.  Gosto dessa música desde a primeira vez que a ouvi, muitos anos atrás, quando com a guitarra ou o órgão elétrico alegrei minhas noites e a dos meus contemporâneos, repetindo a pergunta do Paul : e quando eu tiver 64 anos?.. Gravei recentemente uma interpretação instrumental bem livre, com piano, banjo e órgão hammond, mais uma percussão bem típica e gostei do resultado.. Bom.. de qualquer maneira agora com 65, eu tenho a certeza de que Paul exagerou nas tintas.. Não tenho mais cabelos, em parte por opção, pois raspo o que restou na cabeça.. não tenho 3 netos (por enquanto só Diogo) pra botar nos joelhos.  No mais, estou muito feliz com os meus 65.  Eu e Edla nos amamos do mesmo jeito que há 41 anos atrás, ela continua me alimentando e muito bem, nós temos muito mais o que fazer do que catar ervas daninhas no jardim.. Enfim, é muito bom ter 65 anos quando a gente está com a pessoa certa !!

Ouçam aqui a minha versão, agora com a minha idade atual

terça-feira, 19 de abril de 2011

NORONHA, ILHA MARAVILHA !



Estivemos em Noronha em 1999, eu e a família inteira.  Dizer mais o que, daquele arquipélago fantástico e de uma ilha maravilha?  Se a gente for pesquisar na rede qualquer coisa sobre Noronha, com toda certeza vai encontrar milhares de filmes bem elaborados, fotografias de alto nível e textos rebuscados desvendando todos os mistérios, belezas e história desse lugar incrível.  Portanto, não vou perder tempo em contar pra ninguém o que está muito melhor contado em outros lugares. Só queria mesmo era dizer que a gente ficou encantado com Noronha, como qualquer ser vivente que aporte por ali.. O azul das águas, os golfinhos, a vegetação, as praias selvagens, cada uma das ilhas com sua própria personalidade, as aves, as tartarugas e sua descendência continuando a luta contra a extinção, tudo faz com que Noronha se torne um ambiente de sonho, de um sonho bom que nunca deixamos de desejar "resonhar".. Noronha é um dos destinos brasileiros que vale a pena repetir.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FLORES, SORRISOS DE DEUS 3 - DAS FLORES



O Outono chegando e aumentando a saudade da Primavera que ficou pra trás faz tempo... Aí bate-me a vontade de rever as flores, de alegrar-me com seu perfume, suas cores, suas formas tão variadas e tão belas. Eu gosto muito de fotografar flores e animais. Sobre eles postarei mais tarde umas fotos.. Delas me ocupo hoje e começo a trazer para vocês algumas que me impressionaram e que me levaram a impressionar a retina digital da minha câmera.
flores do umbuzeiro
bem-casados










de um jardim em aldeia-pe-br

rosa amarela

terça-feira, 12 de abril de 2011

MACUCO SAFARI - UM BATISMO E TANTO



Claro que não é coisa do outro mundo, senão não iria no barco gente de toda idade.. Mas que exige um pouco de espírito aventureiro, isso exige..  Passeio gostoso, num bote de borracha empurrado corredeiras acima do Rio Iguaçu por dois possantes motores de popa e conduzido com habilidade por um piloto bem treinado que faz manobras bem legais.. O passeio ao longo das corredeiras, a toda velocidade, termina por baixo do Salto Três Mosqueteiros, numa superducha gelada que refresca o corpo e a alma, fazendo a turistada gritar feito criança (não sei se de puro prazer ou para espantar o medo).. Divertimento garantido, podem crer.. E quando forem a Foz de Iguaçu não deixem de aproveitar !  É bom demais !!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

FOZ DO IGUAÇU, AQUI ESTAMOS


Alô meu povo ! Tou por aqui curtindo essas maravilhosas cataratas e esse belíssimo Parque Nacional do Iguaçu.  Estas fotos foram feitas entre meio-dia e 4 da tarde de hoje..  Amanhã vamos ao Parque Iguazu, aqui ao lado dos hermanos argentinos.  Vai ser o dia todo curtindo as belezas do lado de lá.  Aguardem muitas fotos e videos mais tarde.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BLOGUEIRO DE VIAGEM... DE NOVO ?!

Imburana Gomes na Serra da Capivara
Cara folgado esse blogueiro!! Tá querendo o que com a vida? .. Ora, aproveitá-la, meu povo.. Estou viajando amanhã bem cedinho para Foz de Iguaçu, pra dar uma conferida naquelas Cachoeiras maravilhosas, no Parque Nacional, na Represa de Itaipu, e também pra dar um pulo nos países "hermanos" Argentina e Paraguai.. Podem ficar tranquilos, não vou comprar nada não.. talvez, quem sabe, se o preço estiver bom, somente uma maquininha fotográfica à prova d'água pra fotografar as cachoeiras e futuramente, registrar meus mergulhos (em apnéia mesmo, por enquanto) por aqui e por praias mais além (Caribe, por exemplo)..então, prefiro tirar férias de uma semana aqui outra acolá e ir gozando a vida, enquanto ainda dá, hehehe.. Se sobrar um tempinho entre uma trilha e outra eu mando alguma coisa pelo blog.. Até a volta !!