segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ZÉ LIMEIRA, O POETA DO ABSURDO

Paisagem dos Cariris Paraibanos

Conforme falei um dia desses, aqui na coluna, durante o ano de 2001, produzi e apresentei, através da Rádio Pacoland FM 106.1 MHZ, uma rádio comunitária/cultural, dois programas com a duração de uma hora cada, em dias alternados. 

O primeiro, dedicado à música pernambucana, chamava-se “PERNAMBUCO MUSICAL”; o outro, dedicado à música pop brasileira e internacional, era o  “POP 60. 

Tenho gravados todos esses Programas e vou trazer aqui pra vocês alguns deles. 

Como o de hoje, em que fiz um pequeno apanhado a respeito do folclórico cantador sertanejo Zé Limeira, retratado pelo escritor e poeta paraibano Orlando Tejo, cuja livro “Zé Limeira, o Poeta do Absurdo”, tornou-se rapidamente um sucesso, por estas bandas nordestinas. 

O áudio é um pouco longo, eu sei, (cerca de 9 minutos) mas o assunto é bem interessante e vale a pena ser ouvido.


8 comentários:

  1. Fred,
    Conheço o livro. Estou com ele a um bom par de anos. Vez por outra compareço às suas páginas.
    Verei o vídeo.
    Abraços, OC

    ResponderExcluir
  2. José Fernandes Costa28 de novembro de 2011 16:59

    Fred: - De Zé Limeira, você sabe muito mais do que eu. Assim como o Otamar, eu tenho o livro há alguns anos. - Caso você permita, segue uns versinhos do mestre Limeira. Esta estrofe a seguir, foi de saudação à mulher de Agamenon Magalhães, no Palácio do Campo das Princesas.- Agamenon gostava de receber cantadores em Palácio, como costumava fazer o seu colega da Paraíba, João Suassuna (pai de Ariano). - Vamos lá:- Otacílio Batista assim concluiu a estrofe, saudando dona Antonieta, mulher do governador: - "... E antes que a nossa festa aqui se finde, / doutor Agamenon, receba um brinde /
    que à dona Antonieta estou erguendo!" - Então, o seu parceiro de cantoria, Zé Limeira, não se fez de rogado. E, como de praxe, deu sequência à cantoria (martelo agalopado), assim: - "Eu cantando pra dona Antonieta / a muié do doutor Agamenon, / fico como o Reis Magro do Sion. / Me coçando na mesma tabuleta. / Eu aqui vou rasgando a caderneta / de Otacílio Batista Patriota ... / Doutor, como eu não tenho um brinde em nota, / que possa oferecer à sua esposa / dou-lhe um quilo de merda de raposa / numa casca de cana piojota." - Abraço, José Fernandes Costa./.

    ResponderExcluir
  3. Caro José Fernandes:
    Zé Limeira, (que para alguns é criação de Orlando Tejo, o que não acredito), é o Salvador Dali da Poesia brasileira. Aparentemente malucos, seus versos sem pé nem cabeça, no entanto, têm um ritmo fascinante e as histórias
    que inventou somente para rimar e cantar são uma Odisséia às avessas. Não vêm de lugar nenhum, não vão pra lugar algum. Contudo, deixam na gente um gosto de quero mais. Claro que o OT pode ter completado muita estrofe do poeta, das que ele diz ter ouvido e gravado pelas cantorias sem fim de Limeira. Mas isso não tira do Vate do Teixeira o seu grande mérito: o maior cantador surrealista de todos os tempos !

    Gande abraço e obrigado pela lembrança. (Aliás a estrofe mais citada mesmo de Limeira -se bem que essa que vc lembrou é uma delas) é a do velho Tomé de Souza.

    O velho Tomé de Souza
    Governador da Bahia
    Casou-se e no mesmo dia
    Passou a bimba na esposa
    Ele fez que nem raposa
    comeu na frente e atrás
    Sentou na beira do Cais
    Onde os navios trefega
    Comeu o Padre Nobréga
    que os tempos não trazem mais.

    Meu exemplar, bem surrado pelas infinitas loeituras é da primeira edição -raridade hoje em dia-, e está com Fred Filho, nos EEUU. Ele me pediu -entre outyras tantas coisas que gosta - pra reler pela milésima vez e matar a saudade das "limeiriadas" .

    ResponderExcluir
  4. José Fernandes Costa29 de novembro de 2011 15:23

    Fred, NÃO postei essa do Tomé de Souza, porque você poderia considerá-la "pesada" para o seu blog. - Todavia, já que você a trouxe pra cá, remeto outra do grande repentista da Serra do Teixeira (Zé Limeira, pra rimar com Teixeira). - E vamos Lá: - "São José já me dizia / você tem que ver de tudo: / Cachorrada, safadeza, / home macho cabeludo... / Você vai ver em Campina / Muié da calça tão fina / que a gente vê o veludo." - Abraço, Zé Fernandes./.

    ResponderExcluir
  5. Fernandes: eu acho que isso tudo não é mais pornografia.. Pornografia mesmo é uma coisa chamada "político" e política, como é feita aqui no Brasil. Todos, sem exceção, rescendem a aguardente, charuto velho e lixo podre. Eles sim, são pornográficos e nojentos. O resto é perfumaria...

    ResponderExcluir
  6. O projeto do stop-motion tá de pé!:)
    "Jesus quando veio ao mundo
    Foi só pra fazê justiça
    Com 20 anos de idade
    Discutiu com a dotoriça
    Com 20 anos depois
    Sentou praça na puliça"
    Acho que é isso!
    Adoro as bíblicas!
    :*
    Tati

    ResponderExcluir
  7. do tronco de uma arueira
    no tempo da monarquia
    jesus fez pontaria
    e derrubou uma res solteira
    deu-se grande quebradeira
    jetulio caiu no chão
    a morte do presidente
    cobriu de luto a nação.

    ResponderExcluir