segunda-feira, 22 de abril de 2013

UM TAPETE DE PEIXES

Era uma ruazinha estreita, embora a principal, da cidade de Porto de Pedras, Alagoas.
Dezembro de 2008, eu estava indo de Japaratinga para Maceió, rever aquelas praias que não devem nada às caribenhas, com águas azul turquesa e coqueiros que fazem a festa dos turistas e dos conterrâneos também.
Vou tranquilo observando a modorra do meio-dia quando, olhando para a direita, vejo a cena que aí está: metade da rua tomada por um tapete de folhas de coqueiro com centenas e centenas de peixes secando ao sol.
Cena estranha, pelo menos para mim.  Parei o carro, como sempre faço nessas ocasiões e fiz questão de registrar esse tapete diferente de todos os outros com que já tinha me deparado.
Provavelmente são (eram) sardinhas.  Ou provavelmente não... os peixes nordestinos têm tão variadas formas, cores e nomes que até hoje não atinei para essa variedade, com segurança.. Também, não havia uma viva alma na "Rua dos Peixes" que pudesse me tirar essa dúvida.  Acho que a população inteira estava no gozo da merecida "siesta" .

13 comentários:

  1. Olá Fred,
    você conhece Porto da Rua? Já estive nessa praia que além de deserta é muito bela. Japaratinga apenas passei por ela. A foto é no mínimo curiosa, pois nessas vilas há muitos pescadores provavelmente teriam voltado de uma ótima pescaria.

    Abraço Bruno Pataxó
    http://viverbemseuestilodevida.blogspot.com/

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  2. Isso parece cena de cidade pesqueira de Portugal!:)

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  3. e dadonde que arrente veio? meu bisavô se chamava joaquim, aliás teu trisavô, portuguinha.. tá bom de fazer uma oficina de "vira" por lá, viu?!

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  4. Meu Maestro preferido, ótimo texto e ótima lembrança. Já vi coisa parecida, em Queimadas, em 1957, que, linhás, já contei por aqui!...
    PEDIDO: Pediria que o amigo, quando receber meu material, avise. Por causa de que quieu fico aflito da chegda ou não, visse! José Ramos.

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    1. Grande Ramos.. recebi sim.. respondi por email. Abração !

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  5. Fred: aproveito a oportunidade para informar que o meu bisavô chamava-se Francisco Felix de Carvalho, "importado" de Portugal e radicou-se em Palmares como Telegrafista, por lá ficando por muitos anos. Bem que ele poderia ter se chamado Manoel e ter sido amigo do Seu Joaquim, né não?
    Quanto aos peixes, realmente é algo inusitado; talvez fosse peixe de mais para pouca geladeira e tiveram que salgar e secá-los ao sol... é só uma teoria.
    Grande abraço!

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    1. Pois é, Zulma.. vai ver que nossos avós se conheceram lá por Palmares, que naquele tempo não devia ser tão grande assim, né? Obrigado pela visita !

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  6. Oi, Fred, isso e que e tapete! Verdadeira "multiplicação dos peixes", heim?
    Será que aconteceu na semana santa?

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    1. Era Dezembro, Lígia. E estava quente pra valer,. daí não ter uma viva alma na rua pra vigiar essa peixaria ao ar livre, hehe Abraço !

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  7. Olá Fred,
    No interior Ceará o povo ainda tem o costume de salgar e secar o peixe para vender nas feiras. Mas realmente aí... é muito peixe! como flgrante é 10!!!!

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  8. Dalinha, pode acreditar (não é história de pescador não).. Havia vários desses "tapetes de peixes" por lá... São Pedro deve ter atendido muito pedido nesse dia viu? Abração, parceira !

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  9. Pelo título, imaginei uma tragédia ecológica, como já aconteceu por aqui em que a criminosa associação de empresários e (des)governo propiciaram a matança de milhares de peixes, que ficaram boiando no rio, transformado em rua da morte.
    Deparei-me com uma outra realidade mais civilizada: a preparação dos peixes como alimento. mas não deixa de ser algo insólito que teu olho pesquisador trouxe para o blog.
    maria-maria

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  10. Cada vez que acontece uma tragédia ecológica como as de sempre, na Lagoa Rodrigo de Freitas, p.ex., cara Maria, eu fico indignado tanto pelo desprezo à vida dos pobres animais, como e principalmente pelo desperdício de um alimento sagrado, que mataria a fome de tantos necessitados. Isso multiplicado por tragédias semelhantes Brasil afora faz doer fundo na alma de quem ainda a tem. Aqui, ainda bem, os peixes estão sendo preparados (salgados e secos) para a sua nobre missão de dar continuidade à vida, como há milênios atrás.

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