terça-feira, 13 de setembro de 2016

LEMBRANÇA DE UM MENINO MORTO

A vida, se vivida sem ausências
É bela, fácil, inadmite freios
Mas quando cobra o preço, sem rodeios
Impõe-nos suas duras consequências
E as penas que pagamos são sofrências
São dores que ao prazer levantam muro
Mil lágrimas vertidas, em obscuro
Fluindo ... quase um rio em frias águas
Cronista de mim mesmo, espanto as mágoas
Pro fundo do baú do meu futuro...


Escuro este meu mundo me parece
A luz que se apagou, tão esperada,
Tocou-me a alma, mas a vi calada
Numa manhã...e até fugiu-me a prece
Mas aprendi: A fé também fenece!
E assim me torno incréu, um ser impuro
Por que desesperado eu me esconjuro?
As sombras dessa dor agora trago-as
Cronista de mim mesmo, espanto as mágoas
Pro fundo do baú do meu futuro

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